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Luiz Couto lembra quatro anos de assassinato de político na Paraíba

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publicado em 07/02/2013 ás 11h36

 No retorno ao plenário da Câmara Federal, o deputado paraibano Luiz Couto (PT) falou das vítimas de grupos de extermínio no Brasil e lembrou que no último 24 de janeiro completou quatro anos da execução do advogado Manoel de Bezerra Mattos, defensor dos direitos humanos e vereador de Itambé (PE). O crime aconteceu na cidade de Pitimbu, Litoral Sul da Paraíba.

Para Couto, o assassinato de Mattos evidência a inconsistência das políticas de proteção à vida no Brasil.

De acordo com o parlamentar, o processo do advogado só entrou na esfera federal depois de muita luta e insistência, e por trazer à tona questões que permanecem “graves”, como a debilidade das políticas de proteção a defensores e a participação ativa de agentes do estado em grupos de extermínio.

“Há, ainda, uma consequente falta de independência de órgãos públicos locais para investigar e julgar certos crimes”, acrescentou o petista.

Couto defendeu que o 24 de janeiro seja lembrado como um dia da perda violenta de um símbolo do combate na luta por direitos humanos.

“E que através deste e de outros que morreram combatendo o bom combate, nós, defensores dos direitos humanos, devemos estar unidos, neste ano de 2013, para lutar contra todas as redes de criminosos que atuam no país”, destacou.

História – Manoel Bezerra de Mattos foi advogado e vereador de um município de Itambé (PE) e vice-presidente do PT de Pernambuco. No decorrer de sua caminhada Mattos, dedicou-se à defesa de trabalhadores rurais e à denúncia incansável da atuação de grupos de extermínio na região da divisa entre os estados de Pernambuco e Paraíba.

Depois de quase uma década, denunciando publicamente que corria risco de ser assassinado e exigindo das autoridades a garantia de sua
proteção, Mattos foi assassinado por pistoleiros na cidade de Pitimbu, no Litoral Sul da Paraíba.

O crime está sendo apurado pela Justiça Federal na Paraíba que decidiu levar a júri popular os cinco acusados de terem participado do assassinato de Manoel de Mattos Neto.

Os acusados são o sargento da PM Flávio Inácio Pereira e Cláudio Roberto Borges; apontados como mandantes; José da Silva Martins e Sérgio Paulo da Silva; – denunciados como executores e José Nilson Borges; irmão de Cláudio e dono da arma. Quatro deles já estão presos. Sérgio está foragido.

MaisPB

com Blog de Luiz Couto 

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