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Ricardo critica: governo inaugura obras minhas

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publicado em 15/09/2019 às 19h00
atualizado em 16/09/2019 às 08h47
Ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho - Foto: Arquivo

O ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) criticou o ritmo da gestão do governador João Azevêdo (PSB). Em entrevista veiculada, neste domingo (15), pela TV Tambaú, Coutinho afirmou que seu sucessor deixou de fazer investimentos no estado e fez uma previsão negativa para a sequência do mandato do seu ex-auxiliar.

“Organizamos uma reunião em maio para que o Estado voltasse a investir, o Estado não está investindo esse ano, a não ser em obras do meu governo. Todas as obras são do meu governo. O Teatro Santa Catarina será inaugurado em outubro e é obra do meu governo. Se tivesse continuado no mesmo ritmo, em fevereiro estava pronto”, criticou Ricardo.

Para Coutinho, a gestão de João pode acarretar em consequências graves para o estado. “Vamos ter um espaço vazio de investimentos que pode trazer consequências graves”.

Críticas a Nonato Bandeira

Ricardo Coutinho também criticou a relação do governador João Azevêdo com “alguns deputados” da Assembleia Legislativa. De acordo com o ex-governador, João está reconstruindo aquilo que segundo ele representa a “velha política”. Coutinho culpou o secretário de Comunicação do Estado, Nonato Bandeira, pela “destruição do governo”.

“Não gosto nada das ideias em relação a política de Nonato Bandeira”, disse.

Questionado pelo jornalista Wallison Bezerra sobre a relação com Bandeira, ocupante de cargos em suas ex-gestões, Ricardo se considerou “ingênuo”.

“Eu sou uma pessoa que ainda me considero ingênua. Ou seja: a minha é aglutinar, mas sem deixar as pessoas irem para onde quiserem. Há um caminho a ser traçado. Quando Nonato voltou ao governo, ele não tinha relação na relação com deputados. E agora está tendo. Quem faz a distribuição? Quem faz as conversas com os deputados?”, disse Ricardo, antes de revelar que avisou três vezes a Azevêdo sobre a sua preocupação. “O que está sendo feito na área da política vai lhe tornar refém”, teria aconselhado Ricardo Coutinho a João.

Maurílio Júnior – MaisPB

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