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COMBATE AO FUMO

Especialista faz alerta sobre cigarro eletrônico

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publicado em 28/08/2019 ás 17h28
atualizado em 28/08/2019 ás 17h54
(Foto: divulgação)

Criado em 1986, o Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto) tem como objetivo reforçar a conscientização e promover campanhas alertando sobre os riscos do tabagismo e doenças causadas pelo consumo do cigarro. Porém, segundo o pneumologista e professor do curso de Medicina da Unifacisa, Guilherme Figueiredo, uma nova ameaça à saúde tem ganhado força nos últimos anos: o cigarro eletrônico.

Conhecido como vaper, o dispositivo se tornou popular no mundo inteiro e também no Brasil, principalmente entre os mais jovens. De acordo com o especialista, a medicina ainda não possui estudos suficientes para mensurar os danos causados pelo consumo do cigarro eletrônico.

“Como não há fiscalização deste produto, ainda não sabemos a quantidade de nicotina e outras substâncias que os cigarros eletrônicos contém. Por isso, os efeitos desses químicos no pulmão ainda são desconhecidos. São as substâncias que trazem os sabores variados e a fumaça mais densa que podem ser altamente nocivos ao organismo, podendo inclusive provocar uma nova doença causada exclusivamente pelo dispositivo”, afirma o pneumologista.

Nos Estados Unidos, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, 193 pessoas apresentaram sinais de uma doença pulmonar desconhecida após consumirem o cigarro eletrônico. Entre os casos, uma morte já foi registrada, trazendo grande preocupação para as autoridades de saúde. Já no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está realizando audiências públicas para debater o tema. Desde 2009, a venda de cigarros eletrônicos é proibida no País. Porém, como o uso pessoal é permitido, os consumidores podem adquirir o produto no exterior e utilizarem sem problemas no Brasil.

“Infelizmente, essa nova geração será uma ‘cobaia’ para descobrirmos os danos causados pelo cigarro eletrônico. Lembrando que o cigarro convencional já foi considerado algo essencial, como atores e atrizes de Hollywood que eram conhecidos como grandes tabagistas. O cigarro era visto como algo másculo, viril, que todos deveriam consumir. Agora, a mesma situação está acontecendo com o cigarro eletrônico, que criou uma nova ilusão especialmente entre os mais jovens”, pontua Guilherme.

Sobre o Dia Nacional de Combate ao Fumo, o pneumologista ressalta a importância das campanhas de conscientização e alerta para as doenças causadas pelo fumo. “Além do câncer de pulmão, que é a doença mais notória entre todas provocadas pelo tabagismo, o cigarro provoca outros cânceres, como no estômago, esôfago, bexiga, rins, tireoide, útero, entre outros. Sem contar doenças vasculares, infartos, AVC, enfisema pulmonar, todas influenciadas pelo consumo do tabaco. Devemos sempre combater o tabagismo e alertar os fumantes para que parem o mais rápido possível”, completa.

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