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Polícia prende último suspeito da morte de dentista

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publicado em 29/04/2013 às 11h26
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O quarto suspeito de participar do assalto e assassinato da dentista Cinthya Magala Coutinho, queimada viva dentro de seu consultório na tarde de quinta-feira (25), em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, foi preso pela polícia na madrugada desta segunda-feira (29). Tiago de Jesus Pereira, de 25 anos, foi encontrado na casa de parentes, em Itapevi, na Região Metropolitana de São Paulo. O suspeito negou ter participado do crime, mas confessou que fazia parte da quadrilha.

Para a polícia, não há dúvidas de que Pereira participou do assalto que terminou com a morte da dentista. Ele foi indentificado graças ao retrato falado feito por outras vítimas.

Na madrugada de sábado (27), a polícia prendeu os outros três suspeitos de participar do crime. Um deles é Jonathan Cassiano Araújo, de 21 anos, identificado após aparecer em imagens de uma loja de conveniência usando o cartão de crédito da dentista. O outro adulto é Victor Miguel Souza Silva, e o terceiro preso é um menor de idade. O adolescente estava com as mão queimadas – acredita-se que foi ele que ateou o fogo na dentista. Os suspeitos tingiram o cabelo para evitar o reconhecimento. Os três confessaram o crime.

O crime

Três criminosos invadiram a clínica odontológica de Cinthya e dois deles roubaram seu cartão de crédito para fazer um saque em um caixa eletrônico. Ao constatarem que a dentista só tinha R$ 30 na conta, eles retornaram ao consultório, atearam fogo na vítima e fugiram – a polícia suspeita que haja um quarto envolvido no crime, que estaria esperando no Audi preto do lado de fora.

Cinthya atendia uma paciente – cujo nome não foi divulgado – quando os criminosos apertaram a campainha. Um dos bandidos disse que precisava de atendimento odontológico e a dentista abriu o portão, momento em que os outros dois criminosos invadiram a casa. A paciente ficou com os olhos vendados durante todo o assalto e teve a bolsa, o celular e dinheiro roubados.

Segundo o delegado seccional de São Bernardo, Waldomiro Bueno Filho, a paciente – que não ficou ferida – conseguia ouvir a dentista gritando "não faz isso" e pedindo socorro. "Ela tentou apagar o fogo quando os bandidos fugiram, mas não foi possível". A dentista morreu em menos de três minutos.

Época 

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