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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

A AMPB e a Previdência (I)

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publicado em 10/07/2019 às 11h02

Quando me preparava para escrever o artigo destinado à atualização semanal desta coluna, eis que na própria tela do computador evidencia-se uma manchete de que “Magistrados da Paraíba pedem que a bancada vote contra a Reforma da Previdência”. Essa solicitação fez-se por uma carta enviada aos nossos 12 deputados federais, nela destacando que “Não é admissível que os servidores, de um modo geral, e a magistratura, em particular, sejam vítimas de injustiça”, registrando, portanto,  “total insatisfação e contrariedade” em relação a essa Reforma.

Na mesma tela do computador, quase que simultaneamente, outra manchete vem à tona: “Maioria da população é a favor da Reforma da Previdência”. E detalha os números da recente pesquisa Datafolha que aponta 47% a favor e 44% contra, com 9% entre “indiferentes” ou “não sabe”.

A manifestação da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB) deve ser encarada como própria a uma entidade que existe principalmente para a defesa dos da categoria. É de esperar-se que igual posicionamento dê-se em nível nacional e também por outras classes funcionais como a do Ministério Público, a do Fisco e… e… quais outras, na esfera do Estado?!… A do Magistério, que, segundo o SINTEP, tem salário médio de R$ 3.335,00?!…  A de Outras Atividades de Nível Superior, cuja remuneração média também está nesse patamar do Magistério?!… Ou mesmo a dos tantos já aposentados do INSS, cujo teto remunerativo não alcança R$ 5.840,00?!…

Como já manifestei, o posicionamento da AMPB deve ser encarado como próprio e adequado. Mas, que a sustentabilidade previdenciária tem de ser redefinida, isto precisa acontecer, sim! E face este meu ponto de vista, escrevei, na próxima semana, uma segunda parte sobre este mesmo assunto.

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