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NO NORDESTE

Termelétricas continuam operando mesmo com a chegada das chuvas

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publicado em 29/05/2013 às 16h08
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As chuvas que atingiram praticamente toda a região Nordeste, nas últimas semanas, ainda não são suficientes para que o Ministério das Minas e Energia determine a paralisação do funcionamento das usinas termelétricas, que funcionam em regime de “disponibilidade”. Várias indústrias continuam, a todo vapor, trabalhando para auxiliar a produção de energia elétrica para suprir a necessidade do país.

Na Paraíba, por exemplo, a Borborema Energética S.A., empresa localizada no município de Campina Grande, produz energia elétrica para abastecer 36 empresas distribuidoras de todo o Brasil. Entre elas, a Energisa. A termelétrica paraibana vem operando com a capacidade total para a qual foi contratada, 168 megawatts por hora (mw/h).

A Borborema Energética entrou em funcionamento desde outubro do ano passado. Até o final do segundo semestre de 2012, a empresa enfrentou algumas dificuldades com a logística de transporte de combustível que a levaram a produzir aquém de sua capacidade total.

De acordo com Sérgio Cândido, gerente Administrativo e Financeiro da empresa, a alta demanda por esse tipo de transporte, ocorrida em função da ordem de despacho de todas as térmicas da região, praticamente anulou a oferta desse tipo de serviço, ocasionando uma deficiência no abastecimento da usina e, consequentemente, uma produção aquém do esperado. “Para solucionar o problema, a empresa investiu mais de R$ 2 milhões na contratação de uma frota de 40 caminhões”, explicou.

Nível dos reservatórios ainda é baixo

No início do maio, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que a situação atual dos reservatórios de hidrelétricas do país “dá tranquilidade” para que o governo determine o desligamento de pelo menos parte das usinas termelétricas em funcionamento.

Apesar da declaração, o ministro ainda reconheceu que as chuvas dos últimos dois meses melhoraram a situação dos reservatórios das hidrelétricas do país, mas não foram suficientes para elevar o nível deles, que continua o mais baixo desde 2001, ano em que o governo decretou o racionamento de energia.

De acordo com a ONS, o sistema Nordeste – segundo mais importante do país – chegou ao final de abril em situação mais crítica. O nível médio dos reservatórios era de apenas 48,8%, ou seja, próximo ao que foi registrado na região em 2001, que foi de 33,13%.

De acordo com Sérgio Cândido, gerente da Borborema Energética, mesmo com a pequena melhoria em alguns reservatórios hídricos que abastecem as hidrelétricas, ainda não existe uma previsão concreta para que as termelétricas de disponibilidade paralisem o funcionamento.

“Com a melhora nos níveis dos reservatórios, recentemente houve a ordem de parada de algumas térmicas, aquelas de custo operacional mais elevado, no entanto, não há, até agora, nenhuma ordem de parada na produção de energia elétrica de outras térmicas, cujo custo operacional seja mais baixo”, comentou Sérgio Cândido.

Entenda

Em períodos de grande estiagem, geralmente quando os mananciais estão com nível de água bem abaixo da normalidade, entra em cena uma importante ferramenta para complementar a produção de energia elétrica para o país. São as usinas termelétricas, que funcionam em regime de “disponibilidade”, ou seja, estão sempre à disposição para atender em momentos de grande necessidade do SIN (Sistema Interligado Nacional), sistema esse que compõe toda a “malha” elétrica do país, com algumas exceções existentes, por enquanto, na região Norte do país.

Estas instalações industriais só entram em funcionamento quando são requisitadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), via ordem de despacho, geralmente em casos de emergência, ou seja, quando existe o possível comprometimento do fornecimento de energia ao sistema nacional.

Assessoria de Imprensa
 

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