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Vacinação contra a gripe é aberta para toda a população

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publicado em 03/06/2019 às 09h00
atualizado em 03/06/2019 às 12h26
Foto: Erasmo Salomao/Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde abre nesta segunda-feira (3) a vacinação contra a gripe para toda a população enquanto durarem os estoques da vacina. Ou seja, quem não faz parte do público-prioritário da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza também pode procurar a unidade de saúde mais próxima para se vacinar. Essa é a recomendação do Ministério da Saúde já enviada aos estados e municípios. Os grupos prioritários tiveram entre os dias 10 de abril e 31 de maio para se vacinar com exclusividade. Em João Pessoa, até o momento, a Secretaria Municipal de Saúde já imunizou 86,44%, o que corresponde 182.060 mil pessoas.

Durante o período da campanha, foram priorizados 59,4 milhões de gestantes, puérperas, crianças entre 6 meses a menores de 6 anos, idosos, indígenas, professores, trabalhadores de saúde, pessoas com comorbidades, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade, além de profissionais de segurança e salvamento.

A escolha do público prioritário no Brasil segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) por serem grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. A vacina é a forma mais eficaz de evitar a doença.

Entre a população prioritária, os funcionários do sistema prisional registraram a maior cobertura vacinal, com 103,3% de cobertura, seguido pelas puérperas (94,9%), indígenas (90,6%), professores (90,8%) e idosos (88,8%). Os grupos que menos se vacinaram foram os profissionais das forças de segurança e salvamento (36,8%), população privada de liberdade (59,5%), pessoas com comorbidades (73,5%), crianças (74,2%), gestantes (74,5%) e trabalhadores de saúde (78,4%).

A vacina produzida para 2019 teve mudança em duas das três cepas que compõem a vacina e protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS: A/Michigan/45/2015 (H1N1) pdm09; A/Switzerland/8060/2017 (H3N2); B/Colorado/06/2017 (linhagem B/Victoria/2/87). A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença.

Registros

Neste ano, até 11 de maio, foram registrados 807 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza em todo o país, com 144 mortes. Até o momento, o subtipo predominante no Brasil é o vírus influenza A (H1N1) pdm09, com registro de 407 casos e 86 óbitos.

Este ano, em João Pessoa, já foram confirmados 35 casos de síndromes gripais, sendo 19 casos positivos para Influenza e 16 casos positivos para Vírus Sincicial Respiratório. Entre os 19 casos confirmados de Influenza, 16 são decorrentes de Influenza A (sendo 13 do subtipo H1N1 e três do subtipo H3 sazonal) e três decorrentes de Influenza B, com um registro de óbito de H1N1.

Em 2018, a Vigilância Epidemiológica (VIEP) confirmou laboratorialmente 34 casos de Influenza tipo A, sendo 18 de H1N1 com dois óbitos e, 16 do subtipo H3 sazonal, com dois óbitos. Para Influenza B foram 11 casos confirmados, com dois óbitos registrados. De Vírus Sincicial Respiratório foram registrados e confirmados nove e Metapneumovírus 12 casos notificados.

O gerente de Vigilância Epidemiológica da SMS, Daniel Batista, esclarece que é importante que a população se imunize para evitar a circulação do vírus.

“Em 2018 tivemos 90,44% de cobertura vacinal. É um dado significante principalmente quando falamos de grupos considerados de risco. Há pessoas resistentes que não tomam a vacina com receio e com base nas fakenews, falsas notícias que circulam sobre reações adversas de quem toma a vacina”, explicou o gerente.

Contraindicações

A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores, bem como a qualquer componente da vacina ou alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.

Precauções

Em doenças agudas febris moderadas ou graves recomenda-se adiar a vacinação, até a resolução do quadro, com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença.

MaisPB

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