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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Advº Valério em um dia de ônibus

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publicado em 27/02/2019 às 15h10

Na página A5 do Correio da Paraíba, edição de 24 de fevereiro, o advogado Valério Bronzeado (de marcante atuação como promotor de justiça do estado, agora aposentado) escreveu oportuno artigo ao qual deu o título “Um dia de ônibus”. Nelechama a atenção quanto ao descumprimento da lei nacional da mobilidade urbana, vez que – como diz ele – “as paradas de ônibus, na sua maioria, expõem o usuário às intempéries” e que “Tal fato é um desestímulo para o uso do sistema”.

Mesmo em artigo compacto, Dr. Valério conseguiu trazer à tona vários aspectos da mobilidade urbana, inclusive o da priorização que deve ser dada ao transporte público. E sugeriu que se institua “um dia de ônibus” para que “Nesse dia secretários, vereadores, prefeitos, governadores, juízes, promotores, conselheiros de TCEs deixem seus carrões na garagem e usem o transporte público”, porque desta forma “eles iriam ver na prática o grau de descumprimento da lei de mobilidade urbana e o quanto esse sistema social de transporte precisa se aperfeiçoar”.

Com outro nome já existe esse “um dia de ônibus”, sugerido pelo advº Valério. É o 22 de setembro, “dia mundial sem carro”, nascido na França em 1997 e que certa vez aqui em João Pessoa teve uma programação bem divulgada pela Semob-JP. Até incluiu o deslocamento do então prefeito,Luciano Agra, de sua casa para a Prefeitura utilizando ônibus do transporte coletivo. Quanto aos ônibus não disporem de ar condicionado, este caso é bem mais complexo vez que as Prefeituras – que já não estão propiciando a infraestrutura própria a uma mobilidade urbana adequada – precisariam bancar algum subsídio ou compensação tributária para não elevar o preço da passagem, isto porque, conforme estudo já feito, o ar condicionado nos ônibus urbanos faz aumentar em 25% o consumo do combustível.

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