João Pessoa, 03 de agosto de 2018 | --ºC / --ºC
Dólar - Euro

Em nova etapa da Lava Jato no Rio, agentes da Polícia Federal prenderam na manhã desta sexta-feira (3) o banqueiro Eduardo Plass, ex-presidente do Banco Pactual e sócio da corretora Opus Participações e do TAG Bank, com sede no Panamá. A decisão é do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal no Rio.
O banco é relacionado ao esquema de corrupção que uniu o ex-governador do RJ Sérgio Cabral e o empresário Eike Batista. Plass mora em Londres, mas estava de passagem pelo Rio, o que alertou as autoridades. Também foram presas Maria Ripper Kos, sócia de Plass, e Priscilla Moreira Iglesias.
Os procuradores descobriram que offshores de Plass (empresas em paraísos fiscais) foram usadas para adquirir joias pelo ex-governador na H.Stern. O Ministério Público afirma que a prática fazia parte do esquema de lavagem de dinheiro da corrupção. A rede de joalherias assinou acordo de leniência e ressalta colaborar com as autoridades.
(Correção: na publicação desta reportagem, o G1 errou ao informar que as empresas de Plass foram usadas por Cabral para comprar R$ 150 milhões em joias em esquema de lavagem de dinheiro. Na verdade, de acordo com o Ministério Público Federal, as empresas de Plass lavaram um total de R$ 90 milhões para joalherias, dinheiro vindo de vários clientes, incluindo Cabral e outros membros da organização criminosa. A informação foi corrigida às 8h33).
Ainda segundo as investigações, uma conta no TAG Bank foi usada para o pagamento de 16 milhões de dólares (R$ 60 milhões) ao empresário Eike Batista, transferência que já foi alvo da Operação Eficiência – que apurou ocultação de mais de US$ 100 milhões do ex-governador Sérgio Cabral no exterior.
Plass também é sócio do empresário que vendeu a cobertura em que mora o ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes. O banqueiro já tinha sido alvo de mandado em 2016, na Operação Calicute.
G1
política nacional - 18/05/2026