João Pessoa, 08 de maio de 2014 | --ºC / --ºC
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A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região decidiu pelo desaforamento do julgamento do assassinato do Defensor de Direitos Humanos Manoel Mattos. Agora, o júri será em Recife (PE). Magistrados alegaram que na Paraíba há falta de segurança para familiares da vítima, jurados e testemunhas.
Na manhã desta quinta-feira, o deputado federal Luiz Couto destacou a importância do desaforamento para resolução do caso, durante pronunciamento na Câmara, em Brasília (DF). O também deputado petista Fernando Ferro, durante pronunciamento enfatizou que era inadmissível as ameaças às testemunhas e elogiou a decisão da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.
O advogado Manoel Bezerra de Mattos Neto foi assassinado com dois tiros, do dia 24 de janeiro de 2009, no município de Pitimbu, Litoral Sul da Paraíba. A vítima estava na casa de um amigo, quando dois encapuzados invadiram o local e balearam a vítima no peito e na cabeça.
Morador de Itambé (PE), Mattos investigava execuções por pistolagem na divisa de Pernambuco e Paraíba, que contavam com participação de policiais civis e militares. Para garantir a proteção do advogado nessa ação, a OEA concedeu, em 2002, uma escolta para o defensor e sua família. Quando foi assassinado, Mattos estava sem escolta havia dois anos, tornando-se alvo fácil dos pistoleiros.
Além do sargento reformado Flávio Inácio Pereira, são acusados do crime Cláudio Roberto Borges (apontado como segundo mandante), José Nilson Borges (suposto proprietário da arma), José da Silva Martins ("Zé Parafina") e Sérgio Paulo da Silva ("Sérgio da Rua da Palha”), denunciados como executores.
Jãmarrí Nogueira – MaisPB
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