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Testes nas vísceras de empresário foram feitos na Paraíba

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publicado em 29/06/2016 às 15h58
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Mais um episódio para aumentar a polêmica sobre a investigação da morte de Paulo Cesar Barros Morato, achado em um motel de Olinda, no Grande Recife, no dia 22 de junho. Um dos exames das vísceras do empresário, alvo da Operação Turbulência, da Polícia Federal, teve que ser feito em um laboratório da polícia da Paraíba.

Morato era considerado foragido da Operação, que teve início com investigações sobre a compra do avião envolvido no acidente que matou o ex-governador de Eduardo Campos (PSB) e outras seis pessoas, mas chegou a um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado até R$ 600 milhões, segundo a PF.

A decisão foi tomada por causa de um problema técnico. O equipamento usado no Instituto de Criminalística Professor Armando Samico (ICPAS), da Polícia Científica de Pernambuco, estava quebrado, de acordo com informações da Secretaria de Defesa Social (SDS), e não havia condições de fazer o teste toxicológico.

Segundo a SDS, diante da repercussão do caso, havia a necessidade de agilizar todos os exames. Como o cromatógrafo gasoso acoplado ao espectofotômetro de massa (CGMS) estava em manutenção no momento em que chegou a requisição para o exame, um técnico pernambucano acionou o laboratório localizado em João Pessoa (PB), que mantém convênio com a polícia de Pernambuco há muitos anos.

“Destaca-se que em situações normais, não havia necessidade desse deslocamento, visto que teríamos o tempo necessário para aguardar o fim da manutenção”, informa  a SDS.

A SDS esclareceu que o técnico levou para a Paraíba amostras das vísceras de Morato, na terça-feira (28), e já retornou ao Recife. Os demais exames estão sendo feitos na capital pernambucana. A Secretaria de Defesa Social informou, ainda, que os laudos só serão divulgados depois do encerramento de todas as análises.

De acordo com a Gerência Geral de Polícia Científica, o Laboratório de Toxicologia do ICPAS está equipado com aparelhos capazes de realizar diversas análises toxicológicas. Recebe peritos criminais de outros Estados para realizar testes, contribuindo de forma positiva para o crescimento da perícia no país.

Polêmica
A polêmica em torno do Caso Morato surgiu quando o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) denunciou possíveis ingerências políticas na investigação. Os sindicalistas chegaram a apresentar um documento no qual a delegada titular do inquérito, Gleide Ângelo, autorizaria uma perícia complemnetar no Motel Tititi, um dia depois de o corpo ter sido achado. Tal análise jamais chegou a ser feita.

As polícias Civil, Federal e Científica descartaram, na tarde de segunda-feira (27), a possibilidade de interferências externas ou de falhas na perícia nas investigações. Em coletiva de imprensa na sede da Secretaria de Defesa Social, o secretário em exercício de Defesa Social, Alexandre Lucena, garantiu que não houve falha na perícia, e sim de comunicação quanto à realização de uma perícia complementar no dia seguinte à morte do empresário.

Também participaram da coletiva o chefe da Polícia Civil, Antonio Barros; a delegada responsável pela investigação da morte do empresário, Gleide Ângelo; o superintendente da PF, Marcello Diniz;a gestora da Polícia Científica, Sandra Santos; o perito papiloscopista Lauro Macena; e a perita criminal Vanja Coelho.

Segundo Lucena, o perito papiloscopista entendeu que poderiam ser feitas mais perícias e, sem comunicar à Gleide e à Vanja, deixou um documento para os peritos de plantão do dia seguinte, que entenderam que deveriam ir até o local para fazer as perícias complementares. Houve um ruído na comunicação: o perito não se expressou direito. Mas não houve uma falha da investigação: todas as perícias possíveis foram efetuadas. A perícia complementar, segundo a própria delegada que coordena a investigação, não seria necessária e é ela que coordena a investigação, e não seus auxiliares.

MaisPB com G1

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