João Pessoa, 18 de junho de 2014 | --ºC / --ºC
Dólar - Euro

Enquanto o crédito para compra de veículos está escasso, há um único segmento que tem contado com a generosidade das instituições financeiras. Trata-se do mercado de carros usados, com entre quatro e oito anos de uso.
Entre janeiro e maio deste ano, o número de contratos de financiamento com esse destino cresceu 3,6% frente ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Cetip, que reúne e consolida todas as operações de crédito automotivo do Brasil, incluindo consórcios, leasing, crédito direto ao consumidor e BNDES Finame.
Na contramão do mercado de novos e seminovos, os carros mais velhos têm sido mais negociados por meio do crediário. O consumidor dessa categoria – com a renda menor, em busca do primeiro carro – ainda não encontra entrada suficiente para partir para um seminovo ou um zero.
“É um grupo de pessoas com poder aquisitivo menor e o financimento é essencial para que ele consiga efetuar a compra”, comenta Ilídio dos Santos, presidente da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto).
Santos explica que a redução na oferta de financiamentos para os carros de até três anos tem a ver, em boa parte, com a utilização de um usado como entrada. “Ele dá o carro dele de entrada e paga a diferença à vista, a necessidade de crédito é menor”, sinaliza. Entre os seminovos, a diferença que vem sendo financiada, segundo a Cetip, é de R$ 27,359 mil – 3,5% a mais que no ano passado.
Os carros estão mais caros. A média do valor financiado subiu em todos os segmentos – especialmente entre os mais antigos. Em carros de entre 9 e 13 anos, a alta do valor médio de financiamento foi de 7%. No caso dos veículos de mais de 13 anos, a diferença do total financiado chega a 15,4%.
IG
"PRÓXIMOS DIAS" - 23/01/2026