João Pessoa, 19 de junho de 2014 | --ºC / --ºC
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O governador Ricardo Coutinho (PSB) comemorou, nesta quinta-feira (19), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que acatou as ações diretas de inconstitucionalidade (ADI’s) contra a redução do número de vagas de deputados estabelecida por resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e manteve inalterada as bancadas federal e estadual da Paraíba para as eleições estaduais deste ano.
“Recebi com muita alegria a decisão do STF, por que acho que se fez Justiça. Acho que conseguimos afastar de vez uma situação que era muito danosa para os interesses da Paraíba e diversos estados brasileiros. Era inconcebível a redução da bancada e as conseqüências que isto trás para um estado e no meio de uma eleição”, afirmou.
O governador também elogiou o trabalho do procurador geral do Estado, Gilberto Carneiro, que ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a decisão do TSE. “A procuradoria geral do Estado agiu rapidamente, foi quem primeiro entrou no STF e foi a primeira ADI a ser julgada. Foi referência para o voto da ministra relatora. Gilberto Carneiro foi muito feliz, por que garantiu à Paraíba a manutenção desta representação”, afirmou.
O governador revelou que “ficou muito preocupado com a redução das bancadas, porque, segundo ele, a “Paraíba perderia muito do ponto de vista das emendas e recursos alocados para o Estado, além da força política”.
“Por isso pedi para que o procurador geral do Estado ajuizasse esta ação e que graças a Deus, ao bom entendimento e a Justiça foi vencedora no julgamento do STF. Indiscutivelmente a manutenção do número de deputados é fundamental do ponto de vista das emendas para o Estado, dos recursos alocados, da força política que o Estado pode ter, caso trabalhe de forma unida e pauta uma agenda única de desenvolvimento”, enfatizou.
Alianças
Já sobre o impacto que a manutenção acarreta para o jogo de alianças com vistas às eleições estaduais deste ano, Ricardo disse que caso as bancadas fossem realmente reduzidas seria muito difícil fechar composições e várias contas na matemática política teriam que ser feitas, sobretudo para a formação de chapas proporcionais.
“Acho que tivesse havido a redução teríamos que ter uma séria de contas refeitas. Seria muito difícil tudo isto. Mas, tivemos a permanência e o processo continua, o processo de aliança, de discussão, inclusive na chapa proporcional. Nos estaremos discutindo até o dia 30 para fechar nossas coligações majoritária e também proporcional”, declarou.
Cristiano Teixeira – MaisPB
BOLETIM DA REDAÇÃO - 08/05/2026