João Pessoa, 20 de junho de 2014 | --ºC / --ºC
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A executiva estadual do Partido dos Trabalhadores (PT-RJ) aprovou na manhã desta sexta-feira, em convenção no diretório do partido, no centro do Rio de Janeiro, o apoio a candidatura do deputado federal Romário (PSB-RJ) ao pleito de senador nas eleições de outubro. Desta forma, os petistas garantem um aumento de cerca de um minuto e trinta segundos da TV, e somam no total cerca de cinco minutos e trinta segundos.
"Muita gente trabalhou contra a nossa candidatura. Dizíamos que nós estávamos isolados. Fizemos alianças com PV, PC do B e nessa reta final a nossa candidatura fez um gol de bicicleta no último minuto (coligação com o PSB)", comemorou o senador Lindbergh Farias, o grande beneficiado desta coligação que deve ter ainda o Pros em sua formação – desta forma, consolida-se a desistência da candidatura do deputado federal Miro Teixeira (Pros-RJ), anunciada ontem, para governador.
Com esta aliança, que, de acordo com as palavras de Lindbergh, será oficializada na tarde desta sexta-feira, em visita do próprio candidato a sede do PSB, também no centro do Rio de Janeiro, o senador apoiará um candidato que, teoricamente, faz oposição à chapa nacional da presidente da República, Dilma Rousseff, que tentará a reeleição.
"Não tem problema. Essa é uma frente do Rio de Janeiro. Romário já era candidato. Ele faz campanha para o Eduardo (Campos), eu para a Dilma (Rousseff). A gente decidiu unir esforços no Rio de Janeiro", explicou o candidato ao governo. Dilma terá ainda outros três palanques no Rio na busca pela reeleição: os candidatos Anthony Garotinho (PR), Marcelo Crivella (PRB) e Luiz Fernando Pezão (PMDB) também apóiam sua reeleição.
"Isso não é problema. Recebi foi muitas ligações de parabéns nesta reta final e isso altera muito o jogo eleitoral no Rio de Janeiro", afirmou. Presidente do diretório estadual do PT e prefeito de Maricá, Washington Quaquá ainda aproveitou a oportunidade para alfinetar o ex-governador Sérgio Cabral – no final do ano passado, o PT deixou o governo do PMDB no Estado para anunciar candidatura própria. "Estamos vindo para derrubar o Cabral, ele é o nosso adversário", disse Quaquá. Cabral já teve sua candidatura ao Senado oficializada pelo PMDB.
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