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QUASE R$ 1 MILHÃO

Deputada paraibana mais que dobra o patrimônio em apenas quatro anos

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publicado em 24/07/2014 ás 12h28

Candidata à reeleição para mais quatro anos na Câmara, a ex-prefeita de São Paulo e deputada federal Luiza Erundina (PSB) mais que dobrou seu patrimônio entre 2010 e 2014. De acordo com declaração entregue ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Erundina tinha R$ 360,6 mil em bens antes das eleições de 2010. Agora, o patrimônio saltou para R$ 897,3 mil pouco antes do pleito de outubro.

Os bens de Erundina são: dois apartamentos em São Paulo (SP), avaliados em pouco mais de R$ 500 mil juntos; sete linhas telefônicas, num total de R$ 490; um veículo Volkswagen Gol G3 ano 2004/2005, de R$ 32,5 mil; aplicações financeiras, que somam quase R$ 274 mil; uma previdência privada de R$ 83,9 mil; e um iPad, avaliado em R$ 2.848.

Quatro anos atrás, Erundina declarou ter as mesmas sete linhas telefônicas; um Fiat Palio de R$ 10 mil; um apartamento de R$ 123,8 mil; o mesmo VW Gol, ano 2004/2005, de R$ 32,5 mil; e R$ 193,5 mil em aplicações financeiras.

Assim como todos os parlamentares do Executivo Federal, Erundina recebe o salário-teto do funcionalismo público: R$ 26.723,13. Essa é a remuneração bruta. A deputada também tem direito ao cotão, a cota para o exercício da atividade parlamentar, que varia conforme o Estado e, no caso, de Erundina é de R$ 3.730,95.

Os deputados também têm direito a um auxílio-moradia de R$ 3.800, para quem não vive em um apartamento funcional; conta com uma verba de gabinete de R$ 78 mil; cinco publicações (quatro jornais e uma revista); material de expediente e serviços gráficos.

Condenação

Erundina foi a primeira mulher a comandar a cidade de São Paulo entre 1989 e 1992. Em 2003, Erundina foi condenada em última instância pelo STF (Supremo Tribunal Federal) uma ação movida contra ela por causa do pagamento e veiculação de cartazes que avisavam sobre uma greve de ônibus na capital paulista quando ela ainda era prefeita.

Ela mandou confeccionar cartazes para explicar à população que os ônibus municipais de São Paulo ficariam fora de circulação nos dias 14 e 15 de março de 1989.

A categoria estava em greve geral, convocada pela CUT (Central Única dos Trabalhadores e Central Geral dos Trabalhadores) e protestava contra o "Plano Verão" — uma das tentativas de José Sarney, quando era presidente da República, para salvar o Plano Cruzado.

Com a ajuda de amigos e simpatizantes, Erundina conseguiu juntar os R$ 352 mil necessários e quitou a dívida com a Justiça.

Carreira

Luiza Erundina de Sousa nasceu em Uiraúna, na Paraíba, dia 30 de novembro de 1934. Iniciou a vida pública como diretora de Cultura e secretária de Educação em Campina Grande, na década de 60.

Assistente social graduada pela UFPB e mestre em Ciências Sociais pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Erundina mudou para a capital paulista no início da década de 70. Ajudou a fundar o PT em 1980. Elegeu-se vereadora pelo partido em 1982 e conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa em 1986. Três anos mais tarde, assumiu a Prefeitura de São Paulo.

Em 1994, após o impeachment de Fernando Collor, Erundina tomou posse como ministra-chefe da Secretaria da Administração Federal, na gestão de Itamar Franco. Foi punida pelo PT, com a perda de direitos partidários. Deixaria o PT em 1998, filiando-se ao PSB, onde conseguiu ser eleita deputada federal.

Já tentou voltar à Prefeitura de São Paulo, mas sem êxito. Em 2000, perdeu para a petista Marta Suplicy. Em 2008, oi convidada para ser vice de Marta, mas o PSB não aprovou. Em 2012, seria a vice na chapa de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo, mas – por não aprovar a aliança petista com Paulo Maluf – desistiu da composição.
 

MaisPB com R7

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