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O novo técnico da seleção brasileira, Dunga, foi cobrado em pelo menos 907.000 reais pela Receita Federal, segundo informa o jornal Folha de S. Paulo desta sexta-feira. Dunga é acusado de não ter pagado impostos sobre uma movimentação financeira realizada no exterior, em 2002.
O treinador já perdeu a ação na instância interna da Receita Federal e também teve seu recurso negado no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) do Ministério da Fazenda. Ainda de acordo com a publicação, Dunga recorreu à segunda instância e pode levar o caso à Justiça. Ao mesmo veículo, o técnico da seleção negou todas as acusações e disse que vai processar a Folha por quebra de sigilo bancário e fiscal.
Em 2002, Dunga recebeu 270.000 dólares não declarados do Jubilo Iwata, clube do Japão pelo qual atuou entre 1995 e 1998. Segundo o atual treinador da seleção, o valor correspondia à devolução de um empréstimo feito por ele ao clube, em 1998, referente a direitos de imagem. Dunga diz não ter pagado impostos sobre essa quantia, recebida em dinheiro, pois, segundo ele, não houve "acréscimo patrimonial", já que o valor era o mesmo que ele havia emprestado.
O valor cobrado pela Receita inclui 325.000 reais em imposto de renda supostamente não pago, mais duas multas e juros. O valor de 907.000 reais corresponde a abril de 2007 e, corrigido para a inflação acumulada atual, passaria de 1,3 milhão de reais.
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