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Impasse com PMDB faz Dilma adiar reforma

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publicado em 01/10/2015 ás 18h34
atualizado em 02/10/2015 ás 06h38

A presidente Dilma Rousseff decidiu adiar para esta sexta-feira (2) o anúncio da reforma ministerial em razão de dificuldades com o PMDB, informaram nesta quinta (1º) conselheiros políticos da presidente que têm participado das negociações com os partidos sobre as mudanças.

Nesta quinta-feira, Dilma recebeu no Palácio da Alvorada (residência oficial da Presidência) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e assessores especiais. O assunto foi abordado na reunião.

A razão do impasse é o Ministério de Ciência e Tecnologia. O ministério foi oferecido ao PMDB, mas o partido não quis.

Segundo assessores de Dilma, a ideia inicial era deslocar o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, para a pasta. Mas ele recusou. Ciência e Tecnologia também foi oferecido à bancada do PMDB na Câmara, que negociou com a presidente a indicação de dois novos ministros – um para a Saúde e outro da área de infraestrutura.

Como o PMDB no Senado negocia a Secretaria de Portos – que deve ser comandada pelo atual ministro da Pesca, Helder Barbalho –, o PMDB na Câmara pleiteia a Aviação Civil.

Mas, de acordo com interlocutores de Dilma, Padilha sinalizou que não aceitará deixar o ministério para assumir a pasta da Ciência e Tecnologia.

“Ou seja, está tudo resolvido. Só falta o PMDB”, declarou um assessor de Dilma. “Eles estão conversando e se acertando. O impasse é definir para onde vai o Padilha. Ele só fica na Aviação Civil se o PMDB da Câmara aceitar a Ciência e Tecnologia, o que parece pouco provável. Pelo que entendi, chance zero do Padilha trocar a SAC pelo MCTI”, acrescentou esse interlocutor da presidente, sob a condição de anonimato.

O deputado federal paraibano, Manoel júnior (PMDB)< é um dos cotados para o Ministério da Saúde.

Lula

Segundo assessores presidenciais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava “otimista” e na reunião da tarde desta quinta com Dilma e ministros e avaliou que as mudanças deverão surtir efeito positivo para a petista e poderão criar dar a ela condições de superar as atuais dificuldades na condução política do governo.

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Em princípio, o anúncio da reforma será feito pela própria presidente Dilma nesta sexta, no Palácio do Planalto. A expectativa é que ela relate à imprensa quais serão as mudanças no primeiro escalão e, na semana que vem, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, detalhe economicamente como as alterações farão com que a União reduza gastos.

CGU

Segundo interlocutores da presidente, Dilma foi aconselhada a não tirar o status de ministério da Controladoria-Geral da União (CGU) na reforma ministerial, conforme mostrou o Blog da Cristiana Lôbo. Na avaliação deles, o Brasil “lidera mundialmente” ações de transparência no governo e as consequências “não serão simples” se a CGU deixar de ser ministério.

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