João Pessoa, 28 de setembro de 2015 | --ºC / --ºC
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O software para falsear os resultados dos testes de emissão de gases poluentes está instalado em 2,1 milhões de carros a gasóleo da Audi, uma das marcas do Grupo Volkswagen, que já admitiu que o problema afecta um total de 11 milhões de automóveis.
Os motores fraudulentos são usados num leque vasto de modelos, que inclui os Audi A1, A3, A4, A5, A6, TT, Q3 e Q5, de acordo com um porta-voz da empresa, ouvido pela agência Reuters. Cerca de 1,4 milhões destes carros foram vendidos na Europa ocidental. Na Alemanha, onde o grupo tem sede, a marca identificou 577 mil automóveis. Nos EUA, onde o escândalo começou, há 13 mil veículos com o equipados com o software, que leva os caros a emitirem menos gases quando estão a ser examinados.
Na sexta-feira, o fabricante alemão tinha já avançado que o sistema estava instalado em cinco milhões de carros da marca Volkswagen, incluindo modelos do Golf e Passat. Fazendo as contas aos números revelados até agora, estão ainda por conhecer as marcas e modelos de cerca de quatro milhões de veículos afectados.
Na semana passada, em resposta a relatos da imprensa, a espanhola Seat, uma outra marca do grupo, confirmou ter usado os motores fraudulentos nos seus carros, embora não tenha ainda especificado em quantos.
O fabricante alemão garantiu que vai divulgar dados específicos para cada mercado onde opera. Para além da Volkswagen, Seat e Audi, o grupo é também dono da Skoda e da Porsche (e das marcas de luxo Bentley, Bugatti e Lamborghini, cujas vendas são residuais por comparação).
Segundo a Reuters, o grupo suspendeu os responsáveis pela investigação e desenvolvimento da Volkswagen, Audi e Porsche, mas a notícia não foi confirmada pela multinacional. Na semana passada, a empresa anunciou reestruturações profundas. Para além da nomeação de um novo CEO, outros executivos de topo mudaram de funções e a marca Volkswagen passará a ter novas estruturas regionais. O México, Canadá e EUA serão agrupados. No entanto, as mudanças nas chefias foram essencialmente trocas de lugares internas e a única saída anunciada foi a demissão do ex-presidente executivo, Martin Winterkorn, que afirmou desconhecer a fraude.
Há pouco mais de uma semana, as autoridades americanas identificaram 482 mil veículos com o problema, entre os quais algumas gerações do Audi A3. O escândalo alastrou-se rapidamente à Europa e mergulhou o Grupo Volkswagen na maior crise da sua história.
Uol
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