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Feridos em queda de píer acusam boate e marina de não dar assistência

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publicado em 08/09/2015 às 09h42
atualizado em 08/09/2015 às 09h44
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A estudante paulista Flora Cunha, de 24 anos, ficou mais de nove horas internada ao engolir água do mar e entrar em estado de choque após a queda de um píer que da acesso à uma tradicional casa noturna de Guarujá, no litoral de São Paulo. O acidente na noite de sábado (5) deixou dezenas de feridos (veja o vídeo acima). As vítimas criaram um grupo na internet para facilitar o compartilhamento de informações e já organizam uma possível ação na Justiça contra os proprietários do local.

Segundo o namorado de Flora, o empresário Lucas Mosquetti, de 22 anos, o susto por pouco não se tornou uma tragédia. “Eu estava com 14 amigos e o negócio desabou do nada. Eu ainda puxei um amigo que por pouco não caiu e conseguimos, com ajuda de um funcionário, salvar a minha namorada. Depois de cair e ela engolir água suja voltamos para São Paulo, onde ela ficou por nove horas no hospital e foi submetida a vários exames”, relatou o jovem, que preferiu não mostrar o rosto.

Mosquetti acrescentou que a companheira ainda terá que ficar em repouso absoluto pelos próximos dois dias. “Quando ela se recuperar nós vamos conversar com essas 14 pessoas que estavam conosco e também caíram na água, para decidir se tentamos um acordo ou ação por danos morais e materiais”, disse.

Sem ajuda
Segundo relato das vítimas do incidente, os representantes da casa noturna Café de La Musique e da Marina Tchabum ainda não prestaram nenhum tipo de assistência dois dias após a queda do píer.

“Eu criei um grupo no Facebook justamente para as pessoas comentarem sobre o que aconteceu, porque no dia ninguém nos ajudou. Tinha um enfermeiro lá da balada para atender mais de mil pessoas da casa, mas ele não deu conta de todos e na verdade nós nem pudemos entrar porque perdemos ingresso, celular e dinheiro no mar. A gente precisava atravessar a balada pra pegar o táxi e nem isso conseguimos”, recorda a estudante Amanda Martinez, de 19 anos, que mora em São Paulo.

Ela e mais duas amigas caíram no mar. Um pouco antes do incidente, ainda no caminho para casa noturna, elas postaram uma foto nas redes sociais.

O G1 entrou em contato por telefone com a Marina Tchabum, na manhã desta segunda-feira (7). Segundo o responsável pelo local, as causas do acidente estão sendo apuradas e os reparos já foram feitos.

No entanto, Amanda afirma que não conseguiu falar com um dos responsáveis e espera que alguém se posicione sobre o ocorrido. “Depois de tudo ainda mandei uma mensagem na página da balada, mas me responderam com o telefone de um rapaz que seria responsável pelo píer, mas ele não atende as ligações. Eu estava com três amigas e nós três caímos na água e estamos com cortes nas pernas, braços. Alguém precisa ser responsabilizado por isso. Como nós ficamos?”, questiona Amanda.

Já a jovem Bárbara Marini, de 19 anos, amiga de Amanda e que também caiu na água, questiona a estrutura do local pelo alto valor pago. “Nós só queríamos nos divertir e o mínimo que podem oferecer é a segurança no local. Eu mandei mensagem para os donos e me passaram um telefone e eu liguei, mas até agora não atenderam. A primeira intenção é tentar um acordo, mas se não tiver jeito teremos que ir a Justiça mesmo. Além dos ferimentos, perdi celular, maquiagem, passei frio, sem contar o susto. Tinha uma amiga nossa que nem nadar sabia. Vamos ficar em cima”, finaliza.

G1

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