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Jogador brasileiro dá medalha de ouro ao técnico

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publicado em 26/07/2015 ás 12h09

Um gesto do ala-pivô Marcus Toledo na cerimônia de premiação do basquete masculino nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, neste sábado, emocionou Rubén Magnano. Normalmente comedido e pouco adepto do sorriso quando está trabalhando, o técnico da seleção brasileira recebeu das mãos do jogador a medalha de ouro que sobrou na hora da entrega no pódio, após vencer o Canadá na decisão.

Antes, cabe a explicação. Em eventos como Pan e Jogos Olímpicos, as medalhas são entregues apenas aos jogadores. Os técnicos ganham réplicas, mas apenas se forem requisitadas posteriormente. O Brasil foi a Toronto com 11 dos 12 jogadores inscritos, já que o armador Raulzinho teve de desistir do torneio por ter fechado contrato com o Utah Jazz, da NBA. Uma honraria ficaria sem dono.

O gesto de Marcus Toledo foi nobre e marca o reconhecido do grupo pelo trabalho de Magnano, campeão pela primeira com o Brasil desde que assumiu o cargo, no segundo semestre de 2010. Ao falar com os jornalistas, o técnico manteve a medalha nas mãos e a mirava, emocionado, tentando explicar a sensação de receber esse prêmio e como a atitude o desconcertou.
“É muito difícil falar com palavras a sensação. Eu me sinto apenas como uma pequena parte desta vitória, não que eu não tenha importância… Estou agradecido pelo gesto e feliz por este time estar melhor a cada treino e a cada jogo”, disse Magnano, de forma pausada, tentando conter a emoção. “Fico orgulho que o gesto venha de um jogador, é um presente muito grande, recebo como um ‘obrigado’ celestial”, completou Magnano, que prometeu deixar a medalha do Pan de Toronto em lugar especial na sua coleção pessoal de troféus.

“Ele realmente merece isso, é um grande comandante. Foi uma forma de o grupo agradecer por ele nos guiar para esse caminho vitorioso, era isso que o basquete brasileiro precisava”, disse Marcus Toledo sobre a homenagem a Magnano.
Crescimento desigual – Neste Pan, desfalcado dos principais nomes do país na NBA e na Europa, o Brasil mostrou-se consistente na defesa e eficiente no ataque, também contra adversários que não contavam com força total. Contra os canadenses, o time soube suportar a pressão no terceiro período, em que deixou uma diferença de 25 pontos cair para seis, e teve maturidade para vencer a final por 86 a 71.

“Fiquei muito feliz de ver um jogo solidário, com a parte defensiva muito forte. Dá para ver que eles estão sentindo prazer em fazer quem está ao lado ser maior. Está dando certo. É um passo importante, mas o trabalho não se acaba”, avaliou o técnico, que nos próximos dia definirá o elenco convocado para a Copa América de da Cidade do México, no fim de agosto, ainda sem saber que o Brasil terá a vaga direta nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

A comemoração pelo ouro no Pan de Toronto foi uma chance também para Magnano indiretamente alfinetar a Confederação Brasileira de Basquete (CBB), que coloca em risco a vaga olímpica por causa de uma dívida com a Fiba. “Espero que este momento seja um agente multiplicador de muitas coisas. Que se multiplique entre atletas, técnicos e dirigentes, para que peguem o basquete para eles e cuidem”, cornetou o técnico. “Pela qualidade que temos, é possível crescer mais. Isso (a medalha) é real, mas a estrutura precisa aparecer mais para fazer relação com os resultados”, completou.

IG

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