João Pessoa, 08 de julho de 2015 | --ºC / --ºC
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Os empresários brasileiros estão extremamente pessimistas em relação à economia do país, segundo o último International Business Report (IBR) da Grant Thornton. O estudo traz dados referentes ao 2º trimestre de 2015 e avalia o grau de otimismo de 2580 líderes de 36 nações e de diferentes setores para os próximos 12 meses. No Brasil, o índice registrado para o período, de -24%, está bem abaixo da média global (45%) e representa a mais acentuada queda no patamar de otimismo desde 2007, ano em que o país passou a integrar a pesquisa da Grant Thornton. Em comparação com o trimestre anterior, houve queda de seis pontos percentuais no índice, que passou de -18% para -24%. Na variação anual, o decréscimo foi maior, de 56 pontos percentuais.
Globalmente, a Grécia é o país com perspectivas mais pessimistas para o próximo ano, com índice de -38%. A Estônia (-26%), Armênia (-24%), Brasil (-24%) e Látvia (-6%) fecham o top 5 dos pessimistas, conforme o ranking do IBR. O país mais otimista com a sua atual situação econômica é a Alemanha, com índice de 92% de otimismo entre o empresariado local.
A América Latina registrou para o período patamar de 1% de otimismo, o que significa queda de 4 pontos percentuais em comparação ao trimestre anterior e de 30 pontos na variação anual. A região está à frente apenas dos países Bálticos, que registraram índice de -1% para o período.
Dentre os fatores que justificam o pessimismo do empresariado brasileiro para os próximos 12 meses, a incerteza econômica é o principal deles, segundo 65% dos consultados. Tal índice coloca o Brasil na terceira posição do ranking das nações mais preocupadas com a instabilidade econômica. A Grécia vem na frente, com 76% dos empresários aflitos com a situação financeira daquele país, seguida da Argentina, com 72%. Porém, outros aspectos preocupam o brasileiro: para 57% dos líderes o alto custo da energia é o que mais deve dificultar o crescimento dos negócios esse ano; e para 50%, é a queda no volume de encomendas que mais incomoda.
“No Brasil, a opinião dos empresários brasileiros pesquisados espelha exatamente o momento econômico atual, agravado pela corrupção, pela inflação e a queda do consumo”, diz Daniel Maranhão, Managing Partner das áreas de Auditoria, Tax e Advisory da Grant Thornton Brasil. “A pesquisa ajuda a dimensionar melhor a nossa situação, quando mostra que, em termos de otimismo econômico, estamos praticamente lado a lado com a Grécia, país que passa por grave situação financeira”, completa.
A pesquisa mostra, por exemplo, que apenas 8% dos líderes brasileiros esperam proporcionar a seus funcionários aumento salarial acima da inflação em 12 meses, contra 9% do registrado para o trimestre anterior e 13% no mesmo período do ano passado.
Na tentativa de contornar a situação, e proporcionar o crescimento dos negócios em 12 meses, a maioria dos líderes consultados (49%) espera aumentar a efetividade de sua força de vendas, seguida de mais incentivo para a produtividade (45%), e da contratação de mão de obra especializada (33%), diz o estudo da Grant Thornton.
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