João Pessoa, 03 de junho de 2015 | --ºC / --ºC
Dólar - Euro

Após dois dias de julgamento em Santa Maria (RS), a Justiça Militar decidiu pela condenação de dois bombeiros julgados por responsabilidade no caso do incêndio da boate Kiss. Eles foram condenados a um ano de prisão cada. Outros seis bombeiros foram absolvidos. A tragédia, ocorrida em janeiro de 2013, deixou 242 jovens mortos.
O tenente-coronel da reserva Moisés Fuchs e o capitão Alex da Rocha Camillo foram condenados à prisão por inserção de declaração falsa – assinatura e emissão do segundo alvará que liberava a Kiss para funcionamento.
Fuchs foi condenado ainda por prevaricação (quando um funcionário público comete crime na função), mas a pena foi suspensa. Os advogados dos condenados disseram que irão recorrer.
O tenente-coronel da reserva Daniel da Silva Adriano, que comandava a Seção de Prevenção a Incêndio (SPI), foi absolvido por falsidade ideológica.
Resultado do julgamento
– Tenente-coronel da reserva Moisés Fuchs – absolvido por falsidade ideológica, condenado por inserção de declaração falsa (pena de um ano de reclusão) e prevaricação (seis meses de reclusão, pena revertida para apresentação à Justiça Militar a cada dois meses);
– Capitão Alex da Rocha Camillo – condenado por inserção de declaração falsa (pena de um ano de reclusão);
– Tenente-coronel da reserva Daniel da Silva Adriano – absolvido por falsidade ideológica
– Soldado Gilson Martins Dias – absolvido por inobservância da lei;
– Soldado Marcos Vinícius Lopes Bastide – absolvido por inobservância da lei;
– Soldado Vagner Guimarães Coelho – absolvido por inobservância da lei;
– Sargento Renan Severo Berleze – absolvido por inobservância da lei;
– Tenente da reserva Sérgio Roberto Oliveira de Andrades – absolvido por inobservância da lei.
Outros processos
Na esfera criminal, ainda estão em andamento os processos contra oito réus, sendo quatro por homicídio doloso (quando há intenção de matar) e tentativa de homicídio, e os outros quatro por falso testemunho e fraude processual. Os trabalhos estão sendo conduzidos pelo juiz Ulysses Fonseca Louzada.
Entre as pessoas que respondem por homicídio doloso, na modalidade de “dolo eventual” (quando não há intenção, mas assume-se um risco), estão os sócios da boate Kiss, Elissandro Spohr (Kiko) e Mauro Hoffmann, além de dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e o funcionário Luciano Bonilha Leão. Os quatro chegaram a ser presos nos dias seguintes ao incêndio, mas a Justiça concedeu liberdade provisória a eles em maio de 2013.
G1
ENTRE ALIADOS - 07/05/2026