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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

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publicado em 10/02/2011 às 10h22

Partiu da combativa e às vezes até radical vereadora Eliza Virgínia (sem partido) a preocupação. Qual será hoje o verdadeiro tamanho da Oposição ao prefeito Luciano Agra (PSB) na Câmara Municipal de João Pessoa? E mais: quem realmente está disposto a fazer contraponto ao Governo Agra?

O questionamento de Eliza faz sentido. Com as adesões de João dos Santos (PR), Sérgio da Sac (PRP), Luiz Flávio (PSDB), a incorporação de Geraldo Amorim (PDT), a chegada de Hervázio Bezerra (PSDB) e a quase certa ‘virada de casaca’ de Felipe Leitão (PRP), o bloco oposicionista fica com parcos cinco votos.

Sobraram a própria Eliza, os peemedebistas Fernando Milanez e Mangueira, o ex-líder do Governo, Tavinho Santos (PTB) e Marcus Vinicius (PSDB). Desse grupo, ainda não ficou claro quem carregará o papel de liderar a desconstrução de uma gestão tida como aprovada pelo cidadão pessoense.

Não é uma missão fácil, sobretudo porque o parlamentar mais incipiente da Câmara já aprendeu a lição das últimas eleições: o radicalismo e a birra pessoal não sensibilizam o eleitor. Os exemplos estão aí. Só foge a regra quem opta por uma postura de crítica sensata.

Tem outro fator em questão. A sobra da Oposição não quer ser usada como trampolim político para os aproveitadores. Por sobrevivência política, os cinco últimos terão que identificar os pontos frágeis da gestão e aferirem a dose certa da abordagem dos temas para não colher efeitos colaterais possíveis de má interpretação.

Reduzida, a Oposição na Câmara da Capital só terá chances de ficar bem na fita e pontuar perante o eleitor pessoense se escolher o equilíbrio e a qualificação crítica como horizontes de atuação. É a única forma de se fazer vista. E ouvida.

Vitalzinho, a PEC e o Orçamento – Defensor intransigente da PEC 300, o senador Vital do Rêgo Filho (PMDB), provável presidente da Comissão de Orçamento, terá a faca e o queijo na mão em favor dos policiais. Basta conseguir emplacar recursos ao Orçamento para a PEC. Major Fábio (DEM) não precisará nem pressionar o senador, aliado forte da causa.

Em defesa do Governo – Recebo e-mail do leitor Marcelo Agra Ramos (agra.ramos@terra.com.br) em manifesto de apoio as medidas amargas do Governo. “Meus três filhos engenheiros, formados na UFCG, estão empregados em empresas privadas, em Fortaleza, Salvador e Teresina”.

Paraíba anestesiada – E continua: “Até o Piauí ultrapassou a Paraíba, cujo governo está anestesiado com os encargos da folha de pessoal. Torço para Ricardo equacionar o orçamento, a fim de contribuir para que o Estado se desenvolva. Ele é jovem e quer ser reeleito”.

Dinheiro pra Campina – O deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) conseguiu R$ 550 mil para o Plano Municipal de Saneamento Básico de Campina Grande. São recursos para melhoria da infraestrutura.

Duodécimo – O deputado Aníbal Marcolino (PSL) anuncia ação contra redução no duodécimo da Assembléia. Já Branco Mendes (DEM) lembra que o corte foi fruto de um acordo interpoderes.

Vá entender – Curiosa afirmação do vereador Geraldo Amorim (PDT): “Se Luciano continuar no ritmo que está não vai ter pra ninguém.”. Amorim é o mesmo que pede ao PDT para ser candidato.

Cicerista – O vereador Marcos Vinicius (PSDB) resolveu aparecer após especulações de adesão. Criticou ontem a idéia o lançamento da Guarda de Reserva e defendeu convocação dos concursados.

No aguardo – O deputado Manoel Ludgério (PDT) faz questão de se dizer honrado com o convite do Governo para a PBprev, mas avisa: só deixa a Assembléia quanto for criada outra solução.

Bolsa Folia – O prefeito Luciano Agra anuncia hoje subvenção assegurada para o ‘Carnaval Tradição’. As agremiações carnavalescas receberão R$ 227 mil para garantia da folia de rua.

Preocupação – Desde que assumiu a superintendência da Sudema, Rossana Honorato, só liberou cinco licenças ambientais. A média anterior era de 450 licenças por mês e 25 emissões por dia.

Das duas, uma – A situação causa apreensão entre construtores que precisam das licenças para tocar obras. Duas hipóteses: ou os superintendentes anteriores eram lenientes ou a atual é rigorosa demais.

Articulação – O deputado João Gonçalves (PSDB) atribuiu o avanço da oposição na Assembléia a indefinição da liderança do Governo. “A estrutura de articulação está totalmente desorganizada”.

Acabou a trégua – O deputado Lindolfo Pires (DEM) questionou a quebra de promessa de trégua de 100 dias feita pela Oposição. “É muito precoce criticar um Governo que está apenas começando”.

Entre aspas“Eu tenho muito apreço ao governador José Maranhão”. Do vereador pessoense Mangueira, um dia após acusar a cúpula do PMDB de só se preocupar com engorda de bois.
 

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