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Dia mundial do Rim: Help e Unifacisa levam ação preventiva à Praça da Bandeira

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publicado em 04/03/2026 ás 17h26
atualizado em 04/03/2026 ás 17h27

No próximo dia 12 de março, data em que é celebrado o Dia Mundial do Rim 2026, o Hospital HELP realiza uma ação gratuita de conscientização e prevenção da saúde renal na Praça da Bandeira, em Campina Grande.

A atividade acontece das 8h às 16h e é promovida em parceria com a Liga de Nefrologia da Unifacisa, integrando a mobilização nacional coordenada pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).

O objetivo é ampliar o acesso à informação e estimular a população a cuidar da saúde dos rins por meio da prevenção e do diagnóstico precoce da doença renal crônica.

Serviços gratuitos para a população

Durante a ação do Dia Mundial do Rim, a população poderá receber orientações de saúde e realizar avaliações simples que ajudam a identificar fatores de risco.

Serão oferecidos gratuitamente:

Aferição de pressão arterial

Medição de glicemia capilar

Orientações sobre saúde renal e prevenção da doença renal crônica

A participação é aberta ao público.

Segundo o médico nefrologista do Hospital HELP, Cidcley Cabral, ações como essa são importantes para levar informação e prevenção para mais pessoas.

“A importância do Dia Mundial do Rim é exatamente essa prevenção e conscientização da população sobre os fatores de risco e a prevalência da doença renal crônica”, explica Cidcley.

Doença renal crônica é silenciosa e muito comum

A doença renal crônica é considerada um problema relevante de saúde pública e muitas vezes evolui de forma silenciosa.

De acordo com o nefrologista, uma parcela significativa da população pode ter a doença sem saber.

“É uma doença extremamente prevalente. Cerca de 10% da população brasileira possui a doença renal crônica e muitos pacientes não recebem o diagnóstico por falta de acesso à informação ou aos serviços de saúde”, afirma o médico.

Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia apontam que cerca de 50 mil brasileiros com doença renal crônica morrem todos os anos antes de terem acesso à diálise ou ao transplante, o que reforça a importância de iniciativas de prevenção e diagnóstico precoce.

Exames simples ajudam no diagnóstico precoce

Um dos principais objetivos da campanha é orientar a população sobre a importância de exames básicos que podem identificar precocemente alterações na função dos rins.

Segundo o médico Cidcley Cabral, esses exames são simples e acessíveis.

“A gente aproveita esse momento para conscientizar a população sobre a realização dos exames básicos, que são a creatinina e o exame de urina, que ajudam no diagnóstico precoce da doença renal”, explica.

Quando a doença é identificada nas fases iniciais, é possível iniciar cuidados que ajudam a evitar complicações mais graves.

“O diagnóstico precoce é exatamente o momento em que podemos oferecer um tratamento adequado e retardar a progressão da doença e a necessidade de hemodiálise”, destaca o especialista.

Principais fatores de risco para doença renal

Algumas condições aumentam o risco de desenvolver doença renal crônica. Entre os fatores de risco mais comuns estão:

Hipertensão arterial

Diabetes

Histórico familiar de doença renal

Obesidade

Tabagismo

Idade avançada

Pessoas que já tiveram algum problema renal

Segundo o nefrologista, hipertensão e diabetes são os principais fatores associados à doença.

“Os principais fatores de risco são as doenças de base que o paciente já possui, como hipertensão arterial e diabetes mellitus”, explica.

Ele também alerta que pessoas com essas condições devem realizar acompanhamento regular da função renal.

“Se o paciente possui hipertensão ou diabetes, deve pelo menos uma vez por ano rastrear a doença renal para evitar um diagnóstico tardio”, orienta.

Quem deve procurar a ação

Embora qualquer pessoa possa participar da atividade, alguns grupos precisam de atenção especial quando o assunto é saúde renal.

Pessoas com pressão alta, diabetes, obesidade, histórico familiar da doença ou idade mais avançada devem ficar ainda mais atentas.

“Qualquer pessoa pode procurar a ação, seja para conhecimento próprio ou para aplicar as orientações para familiares”, afirma o médico.

Durante a atividade, a aferição da pressão arterial e da glicemia pode indicar se o participante precisa buscar acompanhamento médico.

“Se houver algum descontrole importante, isso pode indicar a necessidade de uma consulta médica para avaliação mais detalhada”, explica.

O que fazer após identificar um fator de risco

Caso seja identificado algum fator de risco ou alteração nos exames iniciais, o próximo passo é procurar avaliação médica e realizar exames laboratoriais.

Segundo o especialista, dois exames simples já ajudam na investigação.

“Identificado algum fator de risco, o paciente deve realizar dois exames principais, que são a creatinina, um exame de sangue, e o exame de urina”, orienta.

Com esses resultados, é possível avaliar a função dos rins e, se necessário, encaminhar o paciente para acompanhamento com um especialista.

“A partir desses exames é possível dar um diagnóstico precoce da doença renal crônica e definir o acompanhamento adequado”, completa.

Prevenção e informação salvam vidas

Além dos exames, manter hábitos saudáveis também é fundamental para proteger a saúde dos rins.

Entre as principais recomendações estão:

Manter alimentação equilibrada

Praticar atividade física

Evitar o tabagismo

Controlar pressão arterial e diabetes

Evitar o uso frequente de anti-inflamatórios sem orientação médica

“A prevenção pode mudar essa realidade exatamente porque permite um diagnóstico mais precoce e a orientação adequada ao paciente”, reforça o médico.

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