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A desigualdade brasileira não é um desvio de percurso; é o centro de um contexto perverso que atravessa nosso caminho desde a chegada dos portugueses. Como aprendemos com Florestan Fernandes, no Brasil a desigualdade não é um acidente, é um projeto. Começar a reflexão sobre 2025 por essa constatação não é retórica: é método.
Esse projeto secular de desigualdade não se reverte facilmente. Quem dele se beneficia, herdou privilégios e quer deixá-los para as próximas gerações. Ao tomar lado e peitar o sistema, o Governo do Brasil lançou-se ao desafio de um novo projeto de país e enfrentou adversidades.
É por essa chave que 2025 deve ser lido. Não como um ano qualquer, mas como uma travessia. O Governo do Brasil foi testado diariamente por previsões econômicas pessimistas, tensões institucionais, fake news, choques internacionais, turbulências cambiais e tentativas de desestabilização por alguns traidores da pátria. Ainda assim, o Brasil venceu.
O Governo do Brasil entendeu que as crises não podem pautar os passos de quem governa. Devem ser enfrentadas com transparência e serenidade, mas sem paralisar o caminhar. Enquanto o ruído tentava impor o caos, o país avançou. Estar do lado do povo brasileiro requer convicção.
Os resultados não são abstrações. O Brasil protegeu a democracia, controlou a inflação, conquistou o menor desemprego da história, cresceu acima da média mundial e saiu novamente do Mapa da Fome. Mesmo sob ataque, a economia real foi estimulada, o crédito e a justiça tributária chegaram ao trabalhador e o país voltou a crescer com inclusão.
Esse projeto está apenas começando. O combate aos privilégios é o primeiro passo de um longo processo de desenvolvimento, mas nada será possível sem identidade, lado e tonicidade moral. Não existe neutralidade diante da desigualdade. Não existe governo “em cima do muro” quando o que está em jogo é a vida de milhões.
Com políticas como Luz do Povo, Gás do Povo, Reforma Casa Brasil, Agora Tem Especialistas, CNH do Brasil e o IR Zero, o governo deixou claro em 2025: governa para o povo, com o povo e do lado do povo. Ponto.
O Brasil também voltou a falar com o mundo a partir de si mesmo. A COP-30 recolocou o país no centro do debate climático global, sem submissão nem negacionismo, apresentando ao mundo o Mapa do Caminho e afirmando que desenvolvimento, proteção ambiental e soberania nacional não são opostos, mas partes do mesmo projeto de futuro.
Por isso, a afirmação não é apenas política, é histórica: sim, nós vencemos 2025. Mas e agora? O novo ano exige a consolidação desse projeto de país humano. O primeiro passo é aprovar o fim da escala 6×1 sem redução de salário. Porque todo brasileiro merece ter direito ao tempo e dignidade não combina com exaustão permanente para quem trabalha. Não é justo que a maior parte das crianças brasileiras não tenham a presença dos pais no sábado, enquanto outras têm. Se, para Florestan Fernandes, o privilégio é incompatível com a democracia, o fim da 6×1 é passo imprescindível ao amadurecimento do nosso modelo democrático.
É assim que 2026 se apresenta. É a nossa oportunidade de virar a página de vez e aprofundar o projeto de país mais justo, menos desigual, com inclusão e futuro. Um país que defende suas riquezas, rompe com os vícios coloniais e amplia horizontes.
O caminho está traçado. O lado está escolhido. O Brasil seguirá em frente — com fé na nossa grandeza, construindo com autoria o nosso destino, sem deixar ninguém para trás, do lado do povo brasileiro.
Sidônio Palmeira
Ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom)
BOLETIM DA REDAÇÃO - 16/12/2025





