João Pessoa, 27 de outubro de 2023 | --ºC / --ºC
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Dizem que o mundo está louco e na verdade, vemos nele muita tristeza, desigualdades, pobreza, penúria, guerras, fome, egoísmos e interesses particulares se sobrepondo ao que é coletivo ou que atenderia a milhões ou até a bilhões de pessoas. Enquanto há glamour para alguns poucos, há dificuldades para milhões de criaturas nesse planeta Terra.
Observamos países que passam por situações deprimentes com bombardeios e fome, escassez, horrores e situações pungentes. Ao observar tudo isso, é necessário manter a atitude de fazer o que for possível ao alcance de cada um, onde as contribuições se somam e se multiplicam em ações voluntárias.
O espírito de colaborar, ajudar, cooperar com ações para erradicar carências pontuais com vistas a amenizar os sofrimentos de uma guerra e facilitar o acolhimento daqueles em necessidade de urgência, são motivos para exercer o humanitarismo e servem para dissolver, em parte, a tristeza em ver cenários de torpor, tão desumanos e tão mesquinhos. Essa ação e intervenção nos conflitos, deve partir de representantes governamentais de outros países, através de sua área diplomática, por acordos conjuntos em prol do retorno à paz e de gerenciar o atendimento aos necessitados das partes afetadas nesses embates, onde o povo é o que mais sofre (de ambos os lados da contenda).
A vilania de certos projetos de poder, causa primária da humilhação e destruição em massa, passa a ser minimamente debelada por quem se dispõem a ajudar no que puder contribuir em amenizar esses infortúnios. Quando tal ação é protagonizada por governos mais humanizados e voltados ao coletivo e não às elites poderosas e detentoras de riquezas materiais incalculáveis, isso é uma bênção.
Os recursos mais robustos, como ação prioritária, deveriam são utilizados para salvaguardar a dignidade daqueles que sofrem.
E depois de sanadas essas dores e necessidades mais prementes, seria de suprema importância, um plano mundial com vistas à independência econômica dos países materialmente mais pobres (a exemplo daqueles localizados no Continente Africano). Só para se ter ideia da dimensão, no Congo/África, a sua maior guerra dos últimos tempos em 2008, registrou 5,4 milhões de mortos no conflito e na fome que se seguiu a ele.
Mas, as questões de soberania, de cultura, de supremacia que moram nas mentes de governantes e de governados das maiores potências econômicas do mundo, não se preocupam com países desfavorecidos. Aliás, nem atentam para os seus patrícios quando se encontram em situação precária.
Na realidade, os países que atualmente são pobres no quesito financeiro e na balança comercial mundial, foram explorados por aqueles que já haviam se organizado enquanto Estado, e, cujos governantes com pretensões de expansão territorial os subjugaram à custa de guerras, mortandades e atrocidades.
Entretanto, em pleno século XXI (2001/2100), quando se reúnem mentes e governos para auxiliar situações de grande risco e mortandade no mundo, surge uma luz que emerge do fim do túnel. Esse contraponto opera forçosamente para mostrar ao mundo que esses governos ‘conquistadores’, excederam em suas prerrogativas e determinações bélicas. Esses arroubos sangrentos precisam ser contidos e os limites territoriais precisam ser respeitados.
No caso recente entre Palestina e Israel, o povo sofre em razão de ações brutais de governantes e grupos armados que agem desse modo. Os cidadãos civis são vistos como mero número e não como gente, porque são privados de necessidades básicas (alimento, energia elétrica, medicamento, higiene, hospitais, segurança, direito de ir e vir, direitos humanos, entre outros).
Por isso existem entidades como a ONU, e, por isso foram estabelecidas regras para determinar violações cometidas como crimes de guerra.
Respeitadas as bandeiras, os credos, as ideologias de cada país, sem querer retirar dessas nações o que as caracteriza, a cooperação e os tratados com vistas a melhorar a situação, deveriam ser acolhidos, após consensadas as cláusulas dos respectivos acordos.
A criação da Organização das Nações Unidas ocorreu em 24/10/1945, fruto de uma conferência pela paz após a Segunda Guerra Mundial (1939/1945), foi uma conquista e um sinal de que a avassaladora destruição perpetrada na primeira e segunda grande guerra, deveria ser evitada dali em diante.
Cinquenta países assinaram esse documento conhecido como “Carta das Nações Unidas”, que criou este organismo internacional de caráter intergovernamental. A ONU que nasceu com 50 países-membros, conta atualmente com 193 países em sua composição e possui muitas comissões de interesse internacional e congêneres em todo o mundo.
Apesar da existência e moderação da ONU (Nova York/EUA), ainda estamos vendo ao redor do mundo batalhas ferozes com armamentos potentes, muitas vezes contra países desfavorecidos materialmente, cujos motivos, até hoje são questionáveis, sob qualquer ponto de vista.
Anos trás, a Guerra do Vietnã que durou 16 anos (1959/1975), foi terrível. É o caso também do ataque à Criméia (2014) e à Ucrânia (2022/até o momento), e, dos atuais ataques na Faixa de Gaza (conflitos a partir de 1945, e, em dias recentes bombardeios que dizimam a população local).
Outra instituição internacional, que tem por missão a investigação, a condução de processos e de julgamentos de indivíduos que violam ou violaram as premissas estabelecidas em respeito à comunidade internacional, a exemplo de genocídios, crimes contra a humanidade, de guerra e de agressão, é o Tribunal de Haia (Haia/Holanda), estabelecido pelo Estatuto de Roma (1998), cuja vigência remonta ao ano de 2002 (muito recente: atualmente 21 anos de criação).
Todos os organismos com o objetivo de acompanhar os movimentos bélicos e de atuar como mediadores para a paz mundial, devem existir e ser apoiados.
Sem esses organismos, em pleno ano de 2023, a Terra talvez já tivesse sido explodida e seus destroços pulverizados fora de sua órbita, dado o poder bélico e o avanço tecnológico de bombas e de inventos bacteriológicos letais.
Esse é o maior motivo para se fomentar a paz mundial: resguardar a população humana na Terra.
“Que a luz traga a paz. Que o amor ilumine os corações dos povos. Que a solidariedade nos leve à paz.” (citação: Livro “Pensamentos Noturnos – mosaico de emoções e razões”, Ideia Editora. Ribeiro, Mirtzi Lima.)
ENTRE ALIADOS - 07/05/2026