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Cardiologista orienta pacientes que usam losartana após interdição de medicamento

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publicado em 28/06/2022 às 07h01
atualizado em 28/06/2022 às 04h02
Cardiologista e pesquisador Valério Vasconcelos (Foto: assessoria de imprensa)

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição e o recolhimento de medicamentos contendo o princípio ativo losartana, que é um anti-hipertensivo e um dos remédios para insuficiência cardíaca mais utilizados no Brasil. A medida foi tomada no dia 23 de junho devido à presença da impureza “azido” em concentração acima do limite de segurança aceitável. Com a decisão, muitas pessoas que precisam tomar remédios à base de losartana estão apreensivas e sem saber o que fazer.

Conforme o cardiologista e pesquisador Valério Vasconcelos, os pacientes que usam remédios contendo losartana não devem interromper o tratamento sem antes conversar com um médico de confiança. “Essa, aliás, é a mesma orientação dada pela Anvisa. Deixar de tomar remédios pode trazer riscos à saúde, principalmente no caso de pessoas hipertensas ou com insuficiência cardíaca”, explica.

Valério Vasconcelos também afirmou que a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) divulgou uma nota oficial sobre o caso há poucos dias. No comunicado, a SBC sugere que: 1. Pacientes que fazem uso da losartana devem continuar utilizando o seu medicamento; 2. Pacientes que estão fazendo uso de um dos lotes interditados devem seguir as recomendações da Anvisa para troca. Além disso, a nota da SBC lembra que, em caso de dúvida ou orientação, é necessário procurar atendimento médico.

“Muitas vezes, as pessoas veem o noticiário e ficam assustadas. Com base nas informações divulgadas até agora, e de acordo com as recomendações da Sociedade Brasileira de Cardiologia, também oriento aos pacientes que utilizam losartana que tenham cautela e evitem suspender o tratamento sem antes ouvir a avaliação clínica do cardiologista que o acompanha”, afirmou Valério Vasconcelos.

“A recomendação de continuidade do uso também se aplica a pacientes que estejam usando um dos lotes afetados. Qualquer alteração no tratamento só deve ser feita pelo médico de confiança do paciente, sempre levando em consideração o binômio risco-benefício”, acrescentou o especialista.

No caso de pessoas que utilizam algum remédio dos lotes interditados pela Anvisa, os medicamentos precisam ser substituídos. Para isso, a Anvisa recomenda que os usuários entrem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do laboratório, para se informar sobre a troca do seu medicamento por um lote que não tenha sido afetado pelo recolhimento ou interdição. Os meios para contato com as empresas estão disponíveis na embalagem e na bula dos produtos.

Confira aqui a lista com medicamentos interditados pela Anvisa

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