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Formada em Direito, Administração com ênfase em Comércio Exterior e pós-graduada em Comunicação Corporativa pela Universal Class da Florida.
É lider climate reality change pelo Al Gore e ceo do site Belicosa.com.br onde escreve sobre comportamento digital e Netnografia.

Jogos online: vilão ou mocinho?

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publicado em 17/11/2021 às 07h07
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Será que a exposição aos jogos online está oferecendo mais riscos do que benefícios às crianças e jovens?

São tantos os benefícios dos artigos publicados sobre jogos online que qualquer um se fascina. Aumento da concentração, estímulo à criatividade, e até fonte para desenvolver habilidades de aprendizado. Mas a dura realidade é que games online não têm nada de bom.

O negócio é tão tenso, que esse ano o vício em jogos online foi incluído pela Organização Mundial da Saúde (OMS), classificado como gaming disorder (transtorno dos jogos eletrônicos), e tratado o hábito de jogar online como patologia.

Mas aqui não estamos falando de vício em games, estamos falando apenas sobe o hábito de deixar crianças e adolescentes jogarem games online. Aí isso nos leva à seguinte reflexão: como um jogo que tem o poder de divertir pode ser um risco à saúde física e mental?

A resposta é simples: porque são feitos para saquear nossa atenção em detrimento econômico. Empresas multimilionárias existem hoje porque gerações jogaram e jogam videogames. Para se ter uma ideia, 140 milhões de usuários jogaram Minecraft simultaneamente em todo o mundo.

Desde a década 50 se estuda os efeitos a longo prazo do jogo de videogame, especialmente em crianças. E as preocupações são se eles viciam, se causam agressão e se incentivam o isolamento.

Mas peraí, ninguém ficou viciado jogando Pac-man certo? Hummm, mas, mesmo com seus impactos, os games de antigamente eram analógicos e com menos recursos de som e imagem que são os de hoje.

Os jogadores atuais são expostos à falta de controle aos estímulos, a problemas com a privacidade e a violência generalizada.

Além da preocupação se são viciantes ou não, os jogos online estimulam o bullyng, roubo de identidade, fraude em cartões de crédito, e até exploração sexual.

Os impactos dos jogos online estão sendo sentidos na saúde física do mundo inteiro.

Os mais comuns são: sedentarismo, insônia e dores musculares.

Na saúde mental o estrago é ainda maior: temos uma epidemia de depressão e ansiedade em crianças menores de 11 anos.

Mas, como é que um jogo que tem a finalidade de entreter pode causar tanto estrago? Responda comigo: quantas horas você ficava jogando Banco Imobiliário? E simultaneamente com 140 milhões de jogadores? Quantos jogadores profissionais você conhece de Banco Imobiliário?

Isso mesmo, o tempo é a moeda de troca desses ambientes virtuais, e nele, além de seus filhos, se concentram os bandidos, discursos de ódio e vigilância. Não se esqueça que, quando o jogador dá um ok nos termos e condições, ele autoriza o jogo o ter acesso às webcams logadas. Assim tem muita casa sendo assaltada enquanto os filhos jogam.

Para a gente ter uma noção de como os jogos online são um risco, ninguém aprende a dirigir jogando Mario Kart, ou tem uma vida melhor porque foi mais atento ao Minecraft ou é um super estrategista porque jogou Free Fire.

Sem demonizar a tecnologia, precisamos entender que ela é meio e não fim. E games online não são locais seguros para menores de 9 anos, e que os mais velhos precisam de supervisão.

Regras como os pais pedir para ver os jogos ou jogar com os filhos são um termômetro do que é adequado. Aplicar prazos para o fim das partidas, verificar o que os filhos conversam dentro dos chats dos jogos, e fazer pausas é a melhor estratégia. Ah! E isso tudo precisa acontecer na vida real, porque o mundo está cheio de usuários passando mais de 6 horas por dia jogando e estragando a própria saúde.

Maria Augusta Ribeiro  – veja mais aqui Belicosa.com.br,

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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