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Jornalista paraibano, sertanejo que migrou para a capital em 1975. Começou a carreira  no final da década de 70 escrevendo no Jornal O Norte, depois O Momento e Correio da Paraíba. Trabalha da redação de comunicação do TJPB e mantém uma coluna aos domingos no jornal A União. Vive cercado de livros, filmes e discos. É casado com a chef Francis Córdula e pai de Vítor. E-mail: kubipinheiro@yahoo.com.br

Provavelmente nada

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publicado em 19/10/2021 às 07h14
atualizado em 19/10/2021 às 06h43
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Por estes dias, o comentário político nos blogs/pbs ficou dominado por duas palavras: “leproso” e “brio”.

Vamos por parte – a senadora Daniella Ribeiro e a secretária Ana Cláudia Vital são as protagonistas.

Tudo porque a segunda, abandonou a agenda do governador João Azevedo em Campina Grande. Para Daniella, a secretária Ana Cláudia e o senador Veneziano Vital do Rêgo se afastam de João como se o governador fosse um “leproso”. Ontem aconteceu uma reunião no Palácio da Redenção e a secretária Ana Cláudia não foi chamada. Mas, segundo Heron Cid,  ela está dando expediente normalmente.

Bom, existe a lepra bíblica e  a da galera geral, que é quase a mesma coisa – conhecida como hanseníase, é infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que leva ao aparecimento de manchas esbranquiçadas na pele e alteração dos nervos periféricos, o que diminui a sensibilidade da pessoa à dor, toque e calor. Entenderam? Preconceito com a doença?

Para os hebreus a lepra, como era chamada, era considerada uma maldição, um castigo divino, citada pela bíblia. O estigma, a discriminação com a doença e com quem sofre a ação em seu corpo, foram construídos pela associação do termo lepra às deformidades causadas ao paciente.  Há uma passagem na bíblia em que os dez  leprosos, (foto) gritavam em coro, ao verem Jesus, em uma aldeia da Galileia.

Aí a senadora comentou que o casal está fugindo do governador como ele estivesse com lepra. Eu já falei sobre isso no 3º parágrafo?  Bom, alguns comentadores mais impacientes acrescentaram nada, nada relacionado ao desgaste dos vocábulos.

Há uma lenda que diz que os políticos falam da boca pra fora, depois comem no mesmo prato. E insistem nisto até à náusea, na esperança de que tal comentário, mil vezes repetido, se transforme em verdade. Eu não sou comentarista político, mas se eu insistir…

Na mesma ocasião, a senadora diz que tem “brio” e que falta “coragem para o casal Vital entregar os cargos ao governo”.

O sinônimo de brio é bem extenso: orgulho, amor-próprio, autoestima, dignidade, honradez, altivez, ufania, capricho, decoro, integridade, hombridade. Já coragem, eu prefiro a definição de Guimarães Rosa: “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.

Falta novidade, falta sangue. Eu disse sangue? Ah, 1930.

Os blogueiros não estão cansados de repetir as mesmas matérias.

Provavelmente nada, mas me parece que entre os políticos como sempre, não lhes ocorre melhor ideia.

Delírio é enterrar uma mala com dinheiro roubado do povo, no meio de uma enorme pandemia, coberta de assombrações.  Imagino um filme perfeito, feito a partir de excertos de outros filmes. Na sequência, de The Criminal, de Joseph Losey, seria o ponto de partida.

Voltando ao tema – Não sou leproso, nem sei se tenho brio, gosto do queijo tipo brie e priu.

Kapetadas

1 – Quando alguém me liga. Fico falando com a pessoa e procurando o celular.

2 – Esses dias fui ao médico e ele me disse que o meu grau de indignação está muito alto

3 – Som na caixa: “Eu não sou boa influência pra você”, Seu Pereira

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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