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lutando pela vida

Hospital veste bebês de UTI com roupa de super-heróis

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publicado em 25/02/2021 às 10h29
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Capitão América, Super-Homem, Batman, Mulher-Maravilha. Lutando pela vida, os pequenos pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) do Hospital Universitário Lauro Wanderley receberam fantasias representando o que eles realmente são: verdadeiros super-heróis. A iniciativa partiu de um grupo de residentes multiprofissionais que atuam no HULW, instituição de saúde vinculada à Universidade Federal da Paraíba e à Rede Ebserh/MEC.

O “Bloquinho da Neo” foi uma ação alusiva ao período carnavalesco e aconteceu no último dia 19. O projeto teve como finalidades estimular o vínculo mãe-bebê, reduzir a ansiedade das genitoras que aguardam a alta dos filhos e, assim, auxiliar na recuperação dos bebês, além de formar lembranças positivas de um momento difícil que é a hospitalização de crianças que necessitam de cuidados intensivos.

“Essa ação mostra o olhar diferenciado da equipe, um olhar mais humano, voltado para o cuidado dos nossos pacientes. Vejo como uma iniciativa positiva porque reforça justamente a humanização no atendimento. Além disso, foi um momento de distração para a mães, já que muitas estão com os recém-nascidos internados há vários dias. Trata-se de um alento. Acredito que esse momento vai ficar marcado para elas”, disse Thais de Almeida Silva, coordenadora da UTIN.

Seguindo todos os protocolos de segurança, como higienização dos materiais utilizados e restrita manipulação dos recém-nascidos, as residentes multiprofissionais da saúde da criança e do adolescente do HULW (terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, nutricionista, enfermeira e farmacêutica) vestiram as crianças com roupas de super-heróis infantis e fizeram registros fotográficos dos pacientes. As imagens foram cedidas para as mamães em porta-retratos e em arquivo digital.

As mães ficaram emocionadas com as homenagens. “Elas ficaram encantadas. Foi muito emocionante! É importante o olhar para as mães de bebês hospitalizados e para a relação que elas precisam construir com essa criança que foi afastada dela por estar em situação delicada”, explicou a residente em Terapia Ocupacional e uma das idealizadoras, Débora Firino.

Durante o tratamento, as crianças precisam de todo o suporte das genitoras. Sentir o toque, ouvir a voz, sentir o cheiro são importantes para tranquilizar os bebês e contribuem para a recuperação dos pequenos. “A mãe precisa ser cuidada porque assim estaremos cuidando do bebê também. Elas precisam estar bem para passar a calma que os pacientes tanto precisam neste momento”, disse Débora.

Além da residente em terapia ocupacional Débora Firino, participaram do projeto as residentes Renata Nóbrega, farmacêutica; Keyze Mirelly, enfermeira; Adálida Negreiros, fisioterapeuta; e Elisiandre Martins, nutricionista.

MaisPB

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