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vacina da covid-19

Governo da Paraíba celebra eficácia da CoronaVac

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publicado em 07/01/2021 às 12h11
atualizado em 07/01/2021 às 14h36
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Foto: Divulgação/Instituto Butantan

A Coronavac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, para o combate à Covid-19 teve uma eficácia de 78% nos estudos finais realizados no Brasil, de acordo com os dados apresentados à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), nesta quinta-feira (7), ocasião em que o Butantan fará o pedido de registro emergencial do imunizante que irá produzir. O percentual se aplica à prevenção de casos leves da doença. Casos moderados e mortes foram completamente evitados no estudo.

Os dados foram revisados na Áustria pelo Comitê Internacional Independente, que acompanha os ensaios.

Na Paraíba, o secretário de Saúde, Geraldo Medeiros, celebrou os resultados. “É um dado bom. Ela apresenta que diminuiu em 100% os casos moderados e graves. Isso é um elemento positivo. É uma vacina que tem uma alta eficácia”. O gestor prevê que na segunda quinzena de janeiro a vacina começa a ser distribuída.

Desde 20 de julho, 13 mil profissionais de saúde voluntários em oito estados brasileiros fizeram parte do estudo, tendo recebido duas doses com 14 dias de intervalo entre elas. Desses, cerca de 220 deles foram infectados pelo Sars-CoV-2. O Butantan, que não comentou os números, deverá detalhar em entrevista coletiva nesta tarde quantos receberam vacina e quantos, o placebo salino.

A Coronavac garantiu proteção total contra mortes nos voluntários vacinados que pegaram a Covid-19. O ensaio do Brasil é considerado bem sucedido por um motivo trágico: a alta circulação do vírus, que já infectou 7,8 milhões e matou quase 200 mil brasileiros. Enquanto Bolsonaro minimizava a pandemia, o governo em São Paulo apostou numa abordagem técnica para enfrentá-la.

Na programação do estado de São Paulo, que espera ter 46 milhões de doses da Coronavac, a ideia é vacinar 9 milhões de paulistas em três meses, a partir de 25 de janeiro, com o registro emergencial da Anvisa aprovado.

MaisPB com informações da Folha

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