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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração e atual presidente da Academia Paraibana de Ciência da Administração. E-mail: admmariotourinho@gmail.com

A maior cobrança pra Cícero, Victor Hugo e João (I)

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publicado em 07/12/2020 às 10h08
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Claro que Cícero Lucena tem seus próprios méritos, pessoais mesmo, pela votação obtida pra prefeito de João Pessoa e consequente vitória na recente eleição de 29 de novembro. O mesmo se pode dizer em relação ao reeleito prefeito de Cabedelo, Victor Hugo, na eleição do dia 15 antecedente.

Mas, não se pode descartar que tanto um quanto o outro obtiveram votos de eleitores que sagraram seus nomes pela expectativa do alinhamento político-administrativo deles com o governador João Azevedo, tendo em vista a torcida desses eleitores quanto a que a cidade de João Pessoa, assim como Cabedelo, tenham gestões administrativas bem sintonizadas com o Governo do Estado, diferente do quadro de praticamente separação de esferas governamentais em que, sobretudo em relação à capital  paraibana, prevaleceu até recentemente. Lembro-me, por exemplo (e pra citar só um exemplo), da inauguração do Viaduto do Geisel, “obra do Governo do Estado”, caracterizadamente uma ação em prol da mobilidade urbana de João Pessoa, e esse evento (repito: uma obra urbana no território de João Pessoa e do interesse de toda a cidade) não contou com nenhum representante da Prefeitura!… (Total falta de sintonia entre as duas esferas governamentais, prevalecente naquele tempo… Uma falta de sintonia retratada até no pouco cuidado que o Poder Público tem demonstrado para com uma praça referencial ao Palácio da Redenção, que é a Praça João Pessoa, logradouro cujos cuidados permanentes a Prefeitura poderia, por parceria/convênio, solicitar/delegar ao Governo do Estado).

Agora… Aliás, a partir de 1º de janeiro, espera-se a prevalência e prática da interinstitucionalidade, neste caso “puxada” pela sintonia política, embora essa prática interinstitucional deva sobrepor-se a todos os aspectos.

Nos dias que antecederam à votação de 29 de novembro, também foi observada uma manifestação da prefeita reeleita de Bayeux, Luciene Gomes, concitando  seus amigos de João Pessoa e moradores de Bayeux que votem na capital  paraibana, para votarem em Cícero Lucena e com destaque quanto a interdependência das duas cidades, ou seja, o fato de que em alguns aspectos uma depende da outra e por isso precisa entre ambas haver sintonia.

Já escrevi sobre meu pensar de que nenhuma cidade jamais será um “paraíso” se em seu entorno houverem “inferninhos”. No exato dia em que Luciene Gomes “pedia votos para Cícero”, havia, em um dos semáforos do trânsito pessoense, entre vários rapazotes, um que expunha um papelão com as inscrições “Me ajude a comprar alimentos pra minha família”. Como dirigia-me a uma loja das proximidades, fui instigado a perguntar àquele rapazote, antes de ajuda-lo, onde ele morava. A resposta dele: – “Bayeux”.

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