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Marcos Pires é advogado, contador de causos e criador do Bloco Baratona. E-mail: marcos@piresbezerra.com.br

Se eu fosse eleito prefeito

Comentários:
publicado em 01/08/2020 às 07h00
atualizado em 31/07/2020 às 16h49
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O meu primeiro ato ao assumir o mandato de Prefeito seria chamar essa moçada do GAECO, do MPE, do MPU, da CGU, do TCE e do TCU, do MPT…enfim, onde quer que existisse uma reserva moral, ética e técnica eu iria levar meu convite a fim de que eles indicassem nomes para ocuparem a minha mais importante Secretaria, a superpoderosa SNVTR, Secretaria do Não Vai Ter Roubo. Qualquer projeto ou despesa teria que passar antes pelo crivo desse pessoal. Nada de organismos de controle interno onde os responsáveis são sempre indicados pelos que eles irão fiscalizar. Ah, meus amigos, no meu governo com certeza iria acabar essa coisa da raposa tomar conta do galinheiro. Essa secretaria operaria com autonomia para interferir em qualquer fase das concorrências ou realização de obras, bem assim teria poder de veto e mandato, viu? Assim nem eu mesmo poderia interferir no trabalho deles.

Minha segunda ação seria reunir todo o meu secretariado, que eu reduziria para cinco no máximo, e mandar esse povo andar a pé pela cidade diariamente(ao menos por 4 horas) para saberem onde estão os buracos, as calçadas irregulares, a falta de luz nos postes, os problemas nos hospitais… . Seriam obrigados a almoçar sempre em creches ou escolas provando a comida… . Todo mundo vivendo a cidade intensamente para sentir os problemas que em princípio poderiam estar a cargo de outra secretaria. No meu governo cada problema seria de todos.

Obra pública seria realizada obedecendo a três pressupostos básicos. Primeiro submeteríamos todo o processo licitatório àquela super secretaria do Não Vai Ter Roubo. Em seguida a construtora escolhida teria que fazer um seguro bancário no valor de duas vezes o custo da obra em favor da Prefeitura para a hipótese dessa empresa falir ou desistir do contrato antes de terminar o serviço. Essa coisa de aditivo contratual que se tornou praxe (dizem que para acobertar os dinheiros passados por baixo dos panos) eu admitiria somente se fosse para diminuir o valor original do contrato. Todo mundo está careca de saber que quando as empresas participam de uma concorrência pública colocam preços baixos já contando com essa seboseira jurídica dos aditivos contratuais, onde desovam seus lucros e (dizem) as gordas propinas que pagarão aos inocentes administradores. Por último a população teria direito a fiscalizar o andamento da obra quando bem entendesse, com acesso irrestrito a toda movimentação bancária entre a Prefeitura e a empresa contratada.

Que as prioridades seriam saúde e educação é bobagem, isso todo mundo diz. Fazer é que são elas. Pois eu sei como fazer. Em seis meses eu duplicaria a capacidade das escolas e diminuiria em pelo menos 50% a necessidade de internação hospitalar. Só não vou dizer agora como eu faria isso. Preciso me eleger primeiro. Para tanto bastam duas coisinhas; que sejam permitidas candidaturas avulsas, porque jamais me filiaria a qualquer partido politico ( meu conceito sobre eles é menor do que a atividade de Seu Zezêu) e que todos os vereadores eleitos ainda antes da assunção do mandato concordassem com essas metas, além de abrirem mão de qualquer indicação de correligionários para a administração.

Tá fácil, né?

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