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Marcos Pires é advogado, contador de causos e criador do Bloco Baratona. E-mail: marcos@piresbezerra.com.br

A morte anda de moto?

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publicado em 25/07/2020 às 07h00
atualizado em 24/07/2020 às 15h55
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Eu confesso…por várias vezes depois de ter sido trancado estupidamente no trânsito por desesperados motoboys, desejei aos sacripantas um “cascudo celestial” que causasse um susto a esses potenciais suicidas que a cada dia tornam nosso trânsito mais perigoso. Desejei o mesmo aos estúpidos motoqueiros que empinam suas motos nas vias publicas pondo em risco as vidas de todos, inclusive dos cidadãos que esperam condução num ponto de ônibus.

A irritação aumenta exponencialmente quando sabemos que a maioria dos atendimentos de urgência e emergência nos hospitais públicos é decorrência dos acidentes que os motoqueiros provocam. A conta sobra para o homem comum que vai financiar essas despesas via impostos que recolhe e que também deixa de ter um atendimento adequado nesses hospitais quando precisar, porque os inconsequentes estão ocupando as vagas. Mas tudo que é ruim pode piorar. É crescente o numero de acidentes em motocicletas que resultam em incapacidade permanente, fazendo com que o irresponsável seja relegado a uma cadeira de rodas ou cama pelo resto da vida. E aí mais uma vez o cidadão que nunca subiu numa moto é chamado para financiar a pensão que o inconsequente irá receber para sempre.

Há um outro problema ainda incipiente aqui em João Pessoa, mas que já começa a adquirir peso em cidades maiores; mesmo que o motorista de um automóvel tenha razão no momento em que é abalroado por uma moto, se o motoqueiro cair, em menos de 5 minutos um verdadeiro enxame vai se juntar e tentar pressionar o inocente motorista sabe-se lá com qual grau de intimidação e até violência.

Obvio que não prego uma caça aos motoqueiros. Tenho consciência da necessidade dos motoboys pelo serviço que executam. Sei que o cidadão educado pode pilotar qualquer moto sem jamais prejudicar quem quer que seja.

Mas a falta de educação (mais uma vez) que uma expressiva parte desse contingente tem, dá-lhes a falsa impressão de que são inatingíveis e superiores ao motorista comum.

Minha ideia para ajudar a resolver parte desse problema é bastante simples. Uma determinação legal para que em todas aquelas sacolas, cestas, caixas, que eles transportam nas costas ou nos bancos traseiros de suas motos quando estão fazendo suas entregas, conste em grande destaque o nome e o telefone do estabelecimento de onde eles saíram. Assim, todas as vezes que fizessem barbeiragens, qualquer prejudicado poderia ligar para o contratante e denunciar, ou melhor ainda; denunciar e boicotar a partir de então o estabelecimento.

Só não podemos continuar a expor nossas vidas e o destino dos nossos impostos a irresponsáveis e inconsequentes.

BASTA!

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