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Professora Emérita da UFPB e membro da Academia Feminina de Letras e Artes da Paraíba (AFLAP]. E-mail: reginabotto@gmail.com

Outras gerações

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publicado em 06/07/2020 às 08h54
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Novas gerações avançam em plena pandemia. Elas compõem-se de pessoas nascidas num mesmo contexto histórico, com faixas etárias diferenciadas, sofrendo as mesmas influências, ao mesmo tempo e lugar em que participam da evolução da sociedade. Vimos recentemente novas gerações no retorno as bares do Rio de Janeiro, os “inocentes do Leblon”, sem máscaras.

Os conflitos entre elas são transparentes nas ideias. As novas se confrontam com as mais antigas, nos comportamentos, valores e interesses diversos. O conhecimento, nesse contexto, incorpora novas interpretações e criatividades e promove a releitura espacial e temporal sobre um objeto, um acontecimento social…

Para entender as gerações temos que conhecer a cultura e a história de cada uma. É a dinâmica do conhecimento que acontece na relação dialética com a realidade construída. Esta, renova-se e transforma-se a cada dia.

A convivência é chave no relacionamento entre gerações. Numa casa vivem, às vezes, até quatro gerações. Constata-se a riqueza desse relacionamento na dimensão humana do mútuo aprendizado quando as discussões acontecem. É interessante perceber que cada uma tem algo a ensinar e aprender. Todas se beneficiam. Possuem saberes diferenciados ao interpretar os modos de pensar, de sentir e de agir. Os mais jovens desafiam instituições, a família e as convenções. No mundo das ideias, como diz Platão, encontram-se novas formas de ver o mundo e as pessoas.

As gerações passadas viviam mais unidas em família, mas as relações eram verticalizadas. Vive-se a época da cyber-cultura, das revoluções: tecnológica, eletrônica e da comunicação. As pessoas estão, ao mesmo tempo, próximas e distantes umas das outras. A interatividade independe do tempo e lugar. Ela é planetária e impactante sobre o ser humano e as áreas do conhecimento.

As gerações interagem através da internet utilizando ferramentas como o facebook, o twitter, o e-mail, o whatsapp, entre outros. Mas muitos não tem o que enviar ou postar e se utilizam dos fack News.

No mundo pós-moderno onde não há mais segurança na razão científica e tendo em vista a visão de transformar o mundo, os pais e professores haverão de rever suas narrativas tradicionais e estarem abertos a repensarem a compreensão que temos sobre nós mesmos como seres humanos, o tipo de sociedade e homem que queremos formar. A mudança de comportamento e mentalidade sobre as coisas, fatos etc, interferirá na realidade em que nos situamos.

Enquanto isso outras gerações estão sempre chegando

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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