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Protestos contra racismo podem chegar ao Brasil

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publicado em 01/06/2020 às 19h35
atualizado em 02/06/2020 às 04h28
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Alex Brandon/AP Photo

As manifestações nos Estados Unidos em resposta ao assassinato de George Floyd, homem negro asfixiado por um policial branco no último dia 25 em Minneapolis, no estado de Minnesota, poderão refletir em outros países, a exemplo do Brasil, como efeito de uma “revolta civil” na sociedade. Quem avalia desta forma é o Doutor em ciências políticas e relações internacionais da Universidade Federal da Paraíba, Augusto Teixeira.

Ao Hora H, da Rede Mais de Rádio, Teixeira apontou as manifestações desse domingo (31) contra o presidente Jair Bolsonaro como amostra de uma onda que poderá se agravar diante das posições do mandatário brasileiro em questões como a da pandemia do novo coronavírus e ameaças à democracia.

“Apesar de ser um evento que começa com algo pontual em virtude da morte de um cidadão por parte do Estado, como estamos vendo ontem, por exemplo, a Casa Branco ficou sitiada por manifestantes em uma cidades mais atingidas por Covid-19 (Washington). Nova York tem tido manifestações gigantescas, inclusive, desrespeitando o isolamento social. Mas também estamos vendo manifestações no Reino Unido como no Brasil. É importante que se entenda que essas manifestações de certa forma apresentam revolta civil contra situações de injustiças ou outros problemas são extremamente potencializadas pelas redes sociais e situações como estas permitem que sejam o estopim da demonstração de desagrado mais profundos da população. No Brasil tivemos protestos revelantes contra o presidente Bolsonaro em virtude da questão da sua postura relacionada a Covid-19, democracia e outras pautas”, avaliou.

Augusto Teixeira abriu paralelo com as manifestações de 2013, que teve como ponto de partida a majoração de 20 centavos na tarifa do transporte público em São Paulo. “Em 2013, as maiores manifestações no país, após as manifestações da redemocratização dos anos 80, iniciaram por causa do aumento de 20 centavos na tarifa de ônibus em São Paulo. Então, essas manifestações em grande medida, com quadro de grande deterioração econômica pode provocar manifestações maciças”, afirmou.

Os protestos nos Estados Unidos entraram nesta segunda-feira (01) no sétimo dia. Nesse domingo (31), a Casa Branca, residência oficial do Presidente Donald Trump, foi tomada por manifestantes e teve suas luzes desligadas. No Brasil, o último domingo foi marcado pela primeira manifestação relevante contra Jair Bolsonaro. Na ocasião, apoiadores do presidente e manifestantes denominados de ‘Antifascistas’ entraram em confronto na avenida Paulista, em São Paulo.

MaisPB

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