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Grupo suspeito de promover tiroteio é preso

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publicado em 25/02/2020 às 09h08
atualizado em 25/02/2020 às 13h58
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A Polícia Militar evitou mais um ataque que um grupo criminoso em disputa pelo tráfico de drogas planejava realizar na madrugada desta terça-feira (25) de carnaval, em João Pessoa. A ação foi realizada pelos policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), na comunidade Cangote do Urubu, no bairro do Varadouro, e desmantelou parte do bando responsável pelos tiroteios que vinham acontecendo na Capital. Foram presos cinco suspeitos com idades entre 37 e 18 anos. Todos eles já tinham passagens pela polícia por tráfico de drogas, roubos e homicídios.

O grupo foi interceptado no momento em que se preparava para ir atacar a comunidade Saturnino de Brito, que fica no bairro das Trincheiras. Com os presos, foram apreendidos quatro revólveres e uma pistola 9 milímetros, que fazia parte do arsenal que seria usado no ataque.

Braço direito do crime preso – Entre os presos, estava o ‘homem de confiança’ do líder do grupo criminoso, que era responsável por organizar, mobilizar e orquestrar os ataques para tomar as áreas de interesse do bando. Ele tem 37 anos e estaria ‘gerenciando’ o grupo criminoso a partir da comunidade Cangote do Urubu.

Os presos também serão investigados pela tentativa de homicídio que aconteceu na noite dessa segunda-feira (24), na comunidade Cangote do Urubu, e que teve como vítima um jovem de 20 anos. Ele foi socorrido para o Hospital de Emergência e Traumas por um carro particular, com um tiro na boca, e chegou à unidade hospitalar alegando que teria sido vítima de assalto, possivelmente para tentar não chamar a atenção da polícia para a comunidade.

Todos os presos na ação foram levados para a Central de Flagrantes, no Geisel.

Resposta aos tiroteios – O trabalho da Polícia Militar, através do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), nas comunidades onde estariam tendo disputas de grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas, já foi responsável pela prisão e apreensão de onze suspeitos envolvidos nos tiroteios, desde o dia 8 de fevereiro, quando ocorreu o primeiro caso na comunidade Paulo Afonso, em Jaguaribe. Três acusados acabaram morrendo em confronto com a PM. A ocupação dos policiais militares evitou mais de quinze ataques até agora, conforme informações levantadas pela corporação.

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