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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

A reciprocidade do respeito

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publicado em 15/01/2020 às 10h03

A solenidade de formatura de novos soldados da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi no sábado, dia 11 de janeiro em curso. As repercussões quanto a um fato, ali registrado, mais se deram na 3ª feira subsequente,especialmente pelas redes sociais e também por telejornais em rede nacional. Esse fato correspondeu à troca de beijos, em plena solenidade militar, envolvendo dois casais homoafetivos, ou seja, um “soldado” com seu namorado ou namorada (eles são os que sabem dizer a respeito), e, o outro, uma soldada com a namorada ou namorado (também são elas as que sabem dizer a respeito).

Realmente, houve, mesmo, muita repercussão, principalmente por conta de um áudio que circulou pelo “whatsapp” em que um coronel reformado da própria PMDF critica aqueles atos de carinho, praticados, como já dito,em plena cerimônia militar. Contra o coronel – nem precisaria dizer – foram jogadas muitas pedras, pedindo-se, inclusive, medidas judiciais por crime de homofobia. E, sem dúvida, o coronel exagerou em sua crítica ao afirmar que aquelas demonstrações de afeto foram “uma avacalhação à corporação militar”. Porém, ele – o mesmo coronel – foi adequado ao expressar que “aquela postura (do soldado e da soldada, com o namorado ou a namorada) poderia ter sido evitada. E concluiu dizendo “É lamentável”.

Ainda menino, morando no bairro da Ilha do Bispo, aqui em João Pessoa, eu, meus irmãos, demais familiares e amigos, convivíamos – e bem – com um rapaz de nome Valdeci (que preferia ser chamado de Val). E também com um professor do “curso primário” chamado de Paulo Cafofa(com quem mais aprendi escrever através de “ditados” diários e conjugação de verbos). Ambos eram assumidamente homossexuais, já naqueles anos 50. Todos os respeitávamos. Eles, também, quando frequentando nossos mesmos ambientes, a todos respeitavam, sem nunca provocar afronta contra ninguém.

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