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Catadores, uma profissão invisível

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publicado em 10/11/2019 às 07h54
atualizado em 11/11/2019 às 08h58

É como se fossem invisíveis. Desde muito jovem, Kelson Galdino começou a trabalhar com lixo, conseguiu seu sustento e se adaptou à dura rotina sob o sol e a chuva. Aprendeu a lidar com a longa caminhada, passou a achar normal revirar resíduos, mas, após quase 30 anos trabalhando como catador, uma coisa ele ainda não se acostumou; a ser ignorado pela sociedade.

Não é só dele essa queixa. Também catador, José Soares começou no extinto lixão do Róger, periferia de João Pessoa, e, atualmente, é integrante de uma associação no bairro do Bessa. Ele calcula que menos de 1% da população colabora e valoriza o trabalho. “Queria que tivessem mais consciência, né?”, apelou.

A atividade discreta muitas vezes esconde seu forte impacto social e econômico: por dia, cerca de 700 toneladas de lixo vão para o aterro sanitário de João Pessoa e o número seria muito maior caso não houvesse quem fizesse esse trabalho que todo mundo vê, mas quase não enxerga. Aí há uma diferença significativa.

No Repórter MaisTV deste domingo (10), a voz de que não costuma falar e nem ser ouvido, encaramos o olhar e a pele cansada de quem encontrou no lixo a saída para o sustento.

Assista:

Caroline Queiroz – MaisPB

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