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pesquisa no nordeste

Violência faz mulher faltar 18 dias de trabalho por ano

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publicado em 07/11/2019 às 09h47
atualizado em 07/11/2019 às 13h26

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Ceará (UFC) nas nove capitais do Nordeste mostrou que mulheres vítimas de violência doméstica faltam em média 18 dias de trabalho por ano, o que gera uma perda anual de aproximadamente R$ 1 bilhão ao país. Além disso, essas mulheres apresentam problemas de concentração e estresse relacionados ao trabalho.

A ‘Pesquisa de Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher’ foi realizada em convênio com o Instituto Maria da Penha. Os resultados da segunda fase do estudo foram apresentados na USP (Universidade de São Paulo) no fim de outubro. A pesquisa está agora em uma terceira fase, que vai entrevistar mulheres em diferentes capitais de todas as regiões do país: São Paulo, Porto Alegre, Goiânia e Belém, além de Fortaleza, Salvador e Recife.

Ao todo foram acompanhadas 10 mil mulheres durante dois anos, entre 2016 e 2018, nas nove capitais do Nordeste. A partir das informações coletadas na região, o pesquisador fez uma projeção do prejuízo da violência contra a mulher para todo o país em R$ 1 bilhão ao ano.

A pesquisa separou as mulheres que foram vítimas de violência das que não foram e percebeu uma série de dificuldades a mais ligadas ao trabalho e ao desempenho de tarefas entre as vítimas. Entre as que sofreram violência, por exemplo, 60,6% se sentem frequentemente estressadas, contra 42,8% das que não passaram por situações de agressão. Entre as vítimas, apenas 58,3% dizem que conseguem tomar decisões com frequência, em oposição a 74,3% das que não sofreram violência.

Além disso, a violência afeta diretamente a felicidade dessas mulheres: apenas metade das que passaram por episódios de agressão afirma que se sente feliz frequentemente. Entre as mulheres que não enfrentam violência, esse número salta para 74,5%. Ainda segundo a pesquisa, 23% das mulheres vítimas de violência doméstica nos 12 meses anteriores à consulta disseram que recusaram proposta ou desistiram do emprego por causa do parceiro. Para aquelas que não são vítimas, essa proporção é de apenas 9%.

MaisPB

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