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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Brasil: entre ódio e intolerância

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publicado em 02/09/2019 às 09h56

Qual o pior dos sentimentos?! O do ódio ou o da intolerância?!

Em “bate-papo” com amigos, levantado tal questionamento, houve quem, em vez de responder, fizesse outra pergunta: “Ódio e intolerância não são sinônimos?!”.

Nessa conversa aconteceu, pois, a recorrência ao “Google” a fim de que mais informados ficássemos de que há uma grande diferença entre “ódio” e “intolerância”, vez que este último termo está mais para intransigência, inflexibilidade e até fanatismo, independentemente de uma pessoa ter ódio em relação a outrem ou a grupos sociais.

Quanto especificamente ao “ódio”, este sentimento abrange aspectos mais rejeitáveis socialmente, porquanto se vincula a fúria, braveza, cólera, enraivecimento e até ferocidade ou ira. Quer dizer: se fôssemos ter de escolher qual o sentimento “menos pior”, obviamente ficaríamos com o da “intolerância” e não com o do “ódio”. Ambos, entretanto, devem ser rejeitados para que possamos ter uma convivência social harmoniosa, como se espera e se deseja que haja em toda e qualquer sociedade.

Infelizmente, porém, nos tempos atuais, boa parte da população brasileira parece carregar, simultaneamente, esses dois sentimentos. Quer dizer: tanto está carregada de ódio quanto de intolerância. E isto tem provocado um grande mal ao país, podendo leva-lo a descaracterizar-se como nação. Sim, pode descaracterizar-se como nação, que é bem mais que país. Como todos sabemos, a nação pressupõe uma comunidade estável (povo), constituída por vontade própria de um agregado de indivíduos com aspirações comuns, tendo, portanto, uma consciência nacional ou um querer viver coletivo. Para tanto, este povo, esta nação, por todos os seus membros, precisa respeitar suas próprias instituições, suas leis, seu governo que tenha sido democraticamente escolhido.

Mas, se este povo encontrar-se contaminado de ódio e de intolerância, sentimentos estes manifestados uns para com outros, reciprocamente, fica difícil apresentarmo-nos como nação. E, como nação, só tem sentido ser com permanente busca da prosperidade, prosperidade esta muito difícil de alcançar-se se – repetimos – não estivermos desprovidos de ódio e de intolerância.

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