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Bolsonaro ataca presidente da OAB e PT entra com ação

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publicado em 29/07/2019 às 15h42
atualizado em 30/07/2019 às 09h28
Jair Bolsonaro - Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. Nesta segunda-feira (29), o gestor afirmou que o pai de Felipe, Fernando Santa Cruz, desaparecido durante a ditadura militar, fazia parte do grupo ‘mais sanguinário’ de um movimento.

Por conta das declarações de Bolsonaro, o PT vai entrar com uma ação na Procuradoria Geral da República. O líder do partido na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, afirmou que o crime pelo qual o presidente será denunciado ainda está sendo decidido.

Bolsonaro também criticou a OAB durante a investigação de seu atentado e afirmou que caso o advogado deseje saber ‘a verdadeira história’ sobre o pai, ele poderia relatar o ocorrido.

“Por que a OAB impediu que a Polícia Federal entrasse no telefone de um dos caríssimos advogados? Qual a intenção da OAB? Quem é essa OAB? Um dia se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, eu conto pra ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Conto pra ele. Não é minha versão. É que a minha vivência me fez chegar e essas conclusões naquele momento. O pai dele integrou a Ação Popular, o grupo mais sanguinário e violento da guerrilha lá de Pernambuco e veio desaparecer no Rio de Janeiro”, disse.

O agressor de Jair Bolsonaro, Adélio Bispo de Oliveira, foi absolvido por ser considerado ‘doente mental’ e não poder ser responsabilizado criminalmente. Adélio foi representado por um advogado que não informou quem bancava seus honorários.

A troca de farpas entre Bolsonaro e o presidente da OAB não é de hoje. Em 2011, enquanto ainda era deputado federal, o gestor disse que Fernando Santa Cruz ‘deve ter morrido bêbado em algum acidente de carnaval’. Em 2016, Felipe Santa Cruz entrou com um pedido de cassação de Bolsonaro, quando o parlamentar homenageou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra durante a votação do impeachment da ex-presidente Dilma Roussef.

MaisPB

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