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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

O celular: integra ou afasta?!…

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publicado em 26/06/2019 às 15h38

Antes de iniciarmos estes escritos, estávamos em uma clínica, acompanhando pessoa da família e – claro, enquanto havia o atendimento – ficáramos na sala de recepção, esta muita bem estruturada, cheia de confortáveis sofás e até com água e cafezinho disponibilizados para os que desejassem.

Em lá chegando, por óbvio que houve troca de cumprimentos, inclusive relativamente às várias pessoas que ali já se encontravam para ser atendidas. Mas, o contato pessoal ficou tão só nessa troca de cumprimentos, igual aos da despedida. No mais, umas cinco ou seis outras pessoas, cada uma com seu celular, algumas até abrindo seus sorrisos, por certo em face de alguns bons humores ou boas notícias que estavam constatando através dos respectivos aparelhos.

E aí, sem nos valermos de nosso celular porque assim costumamos proceder quando em ambiente como o de uma clínica, ficamos observando a compenetração daquelas outras pessoas para com esse aparelhinho também conhecido como “smartphone”! Nisto, em razão do que já lemos a respeito desse revolucionário instrumento tecnológico, apontando-se-o como um desagregador ou afastador das relações humanas, mais pensamos se não esteja propiciando o contrário, ou seja, integrando cada pessoas a um mundo bem mais imenso do que, por exemplo, o de uma simples sala de recepção de uma clínica!…

Nessa sala aqui referida havia uma única pessoa (uma senhora) sem se valer do celular. Pacientemente aguardava sua vez, fazendo uma espécie de tricô. Com elegância ou como descontração, dirigimo-nos a ela, dizendo-lhe que só ela não estava compenetrada no celular. E ela respondeu: – “É, meu senhor! Mas estou sentindo falta! Minha neta já está me ensinando a usar esta maquininha!”. E, tirando da bolsa, mostrou seu celular.

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