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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

A unificação das eleições no Brasil

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publicado em 23/05/2019 às 17h36

Há uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) tramitando no Congresso Nacional que objetiva unificar, no Brasil, obviamente em uma mesma data, as eleições para prefeito, vice-prefeito, vereador, deputado estadual, deputado federal,senador, governador, vice-governador e presidente da República (e, claro, o vice).

A jornalista Lena Guimarães, em artigo publicado no Correio da Paraíba do último domingo (“Regras para 2020”), chama a atenção no sentido de que, se alguma modificação efetivamente se pretenda aprovar, esta tem de ocorrer até 4 de outubro deste corrente  ano de 2019. Não acontecendo, ficará “tudo como dantes no quartel de Abrantes”! E, dessa forma, teremos eleições municipais em 4 de outubro de 2020.Dois anos depois (2022), novas eleições para os mandatos estaduais e federais.Mais dois anos pra frente (2024), outras eleições municipais… e assim sucessivamente, ou seja, eleições no Brasil de dois em dois anos, acarretando, a cada vez, um gasto público de quase R$ 1,0 bilhão!

Unificar tais eleições para de quatro em quatro anos (ou, como muitos sugerem, de cinco em cinco anos) significaria umavaliosíssima contribuição ao país em umtempo de tanta dificuldade econômico-financeira. Eracionaliza as gestões governamentais, evitando esse ciclo tão prejudicial que é o fato de, nem se começa direito a governar, já há uma campanha eleitoral pra se viver, e no ano que está pra concluir essa gestão, uma outra campanha eleitoral a enfrentar. Por isto e para isto, essa PEC que tramita no Congresso Nacional, propondo que os atuais mandatos municipais sejam prorrogados até 1º de janeiro de 2022.

Em razão do Encontro de Prefeitos, Vice-Prefeitos e Vereadores que a FAMUP programou para o dia 24 de maio, em Campina Grande, encontro este para apreciar exatamenteeste tema, o deputado federal Frei Anastácio declarou que “lá em Brasília não se escuta falar” sobre o assunto. Só quando chegou à Paraíba, semana passada, ficou sabendo. Bom seria que, agora, sabendo, o deputado federal Frei Anastácio também empunhe essa bandeira pela unificação das eleições, isto em nome da economicidade e racionalidade (implicando, também, em governabilidade).

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