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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Transporte Coletivo: choradeira… ou dificuldade mesmo?!

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publicado em 28/03/2019 às 12h13

Dia desses publicamos um texto com título parecido com este de agora. Aquele tinha sido “Coletivos de CG – choradeira… ou dificuldade?!”, aludindo-nos especificamente ao transporte coletivo da cidade de Campina Grande em face de uma paralisação, naqueles serviços, feita pelos próprios funcionários do setor em protesto contra atraso no pagamento dos salários. Desta feita o título é mais abrangente (“Transporte coletivo: choradeira ou dificuldade mesmo?!”), porquanto o elaboramos com foco nos protestos de taxistas e vans escolares, apoiados por profissionais do transporte coletivo,protestos estes acontecidos dia 27 de março corrente em João Pessoa, reivindicando que os transportes por aplicativos sejam regularizados e que os órgãos competentes, de forma eficiente, fiscalizem o chamado “transporte clandestino”.

Nunca imagináramos ver os próprios operadores do transporte coletivo com taxistas e condutores das vans escolares saírem às ruas reivindicando que se legalize quem esteja fazendo transporte clandestino!… Mas, eles próprios justificam essa postura: – “Se não houver a legalização e consequentes exigências tributárias para estes que fazem o transporte de passageiros clandestinamente, e com o setor regular pagando impostos sem que aqueles outros não paguem, aí temos uma concorrência desleal e a tendência é levar à falência o transporte tradicional”. E acrescentam: “Nunca se viu istode ser prejudicado pelo Governo por ser legal e deixar-se à vontade os que são ilegais”.Da parte do presidente do Sindicato dos Motoristas da Paraíba, este chegou a apontar que, “A continuar assim, sem Semob, sem Detran, sem Polícia e até sem Ministério Público fiscalizando e proibindo o transporte clandestino, as empresas de ônibus não passam de cinco anos para fecharem suas portas!”. E ele mesmo diz os números das tantas demissões já acontecidas no setor, além de destacar as empresas que já fecharam suas portas e deixaram muita gente sem emprego formal.

Realmente, não se pode confundir choradeira com dificuldade. Há, mesmo, muita dificuldade para operar-se o transporte coletivo de passageiros especialmente em centros urbanos sem infraestrutura prioritária para tal. E sem que os órgãos competentes empenhem-se na fiscalização contra o transporte clandestino e sem se espelharem na vizinha capital, Recife, que, graças a uma ação competente e conjunta entre os órgãos pertinentes, pôs fim àquele tumulto que havia no trânsito em função das milhares de kombis clandestinamente fazendo o transporte de passageiros.

Já é tempo – e faz tempo – de aqui também se fiscalizar e proibir o transporte clandestino, para o bem do trânsito, do transportee da população.

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