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FRENTE A FRENTE

Especialistas debatem violência nas escolas

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publicado em 19/03/2019 às 10h45

Casos como o do abuso sexual de uma criança dentro de uma escola particular de João Pessoa e o atentado no colégio estadual em Suzano, em São Paulo, têm levado a sociedade a refletir e buscar instrumentos que possam evitar novas vítimas.

O programa Frente a Frente, apresentado pelo jornalista Heron Cid, mergulhou nesse tema e recebeu, na noite dessa segunda-feira (19), quatro especialistas que falaram sobre os desafios a serem enfrentados a partir dos fatos que têm chocado o país.

Para a psicóloga Danielle Azevedo, é preciso começar a discutir a prevenção da violência. “Falamos de um tema que as pessoas nem param para pensar que é a prevenção. Estamos falando de saúde mental, não tem como não está se relacionando a isso. Como estou preparado para lidar comigo mesmo e com quem está ao meu redor. Isso em relação a tudo. A qualidade de vida vai de acordo como a gente armazena esse sentimento dentro do nosso lar”, destacou.

Doutora em Educação e professora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Adelaide Alves lembra que a escola faz parte de uma comunidade e a sala de aula vai refletir o que também é vivenciado fora do estabelecimento de ensino, seja uma cultura da violência ou de paz.

“Se você tem uma comunidade ou uma sociedade que tem determinada tolerância com a violência, essa violência acaba chegando à escola. Se você tem uma sociedade mais pacifista, essa violência incide menos na sala de aula. Porém a escola precisa se abrir no diálogo com as famílias e trabalhar, enfrentar e parar de achar que a violência não bate na porta da escola. Isso tem que estar dentro do seu projeto pedagógico”, pontuou.

Já o promotor da criança e adolescente, Alley Escorel, destacou o fato da sociedade passar por um momento de grande intolerância. Ele criticou o que chamou de sociedade ‘fast food’ onde se procuram as soluções mais rápidas.

“Vivemos um momento de grande intolerância onde as opiniões contrariadas geralmente geram na parte adversa uma irritabilidade. Quando você já vive um momento de intolerância aliado a violência, porque grande parte da sociedade resolve os conflitos na questão da violência, dá muito mais trabalho educar um filho em uma cultura de paz, no diálogo, na conversa, do que o castigo”, alertou.

Especialista em políticas públicas e diretor de desenvolvimento estudantil da Secretaria Estadual da Educação, Túlio Serrano, afirma que o maior desafio enfrentado pela Educação atualmente é buscar educadores que tenham também dentro de sua formação a capacidade de compreender e trabalhar a inteligência emocional dentro da sala de aula no sentido de identificar a origem do problema.

“O principal é compreender quem é aquele jovem e aquela criança que está na nossa escola. Quem são, e de onde partem. Não podemos compreender que cada adolescente ou criança partem do mesmo ponto”, destacou.

MaisPB

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