João Pessoa, 29 de julho de 2013 | --ºC / --ºC
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Transcorridos seis meses de perícias e investigações, o relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) – subordinado ao Estado-Maior da Aeronáutica do Brasil- concluiu que o acidente com o avião que conduzia o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, no dia 25 de janeiro, no distrito de São José da Mata, na cidade de Campina Grande, foi fruto de uma falha humana. Além do piloto da aeronave, Newton Nocy Leite, estavam no avião com o governador, o superintendente da Suplan e secretário executivo de Obras do PAC, Ricardo Barbosa, e seu ajudante de ordens, o capitão Anderson Pessoa.
Para ter a certeza que a queda da aeronave não foi provocada por qualquer problema mecânico, Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa II), juntou as peças do ‘quebra-cabeça’ ao ouvir os tripulantes e os passageiros do avião oficial do Estado, além de perícias no equipamento, além da montagem do trajeto, entre outras informações técnicas.
Em uma primeira análise, constatou-se que o piloto estava com o Certificado de Capacidade Física (CCF), e a Carteira de Habilitação Técnica (CHT), válidos e que o mesmo era “qualificado e possuía experiência suficiente para realizar o voo”.
Um outro ponto de início analisado se referiu aos registros da aeronave. Além de registrar que essa estava com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) válido, além voava dentro dos limites de peso e balanceamento permitido para o tipo de equipamento.
Histórico do voo – No segundo item do relatório, foi constatado que:
* Ao chegar ao destino, a tripulação realizou um pouso e decidiu arremeter no solo por ter visualizado um estreitamento da pista após os 500 metros iniciais, de um total de 800 metros disponíveis para pouso;
* A tripulação efetuou o segundo pouso sem ter baixado o trem de pouso;
* A aeronave teve danos graves e todos os ocupantes a bordo saíram ilesos.
No transcorrer do relatoria, ainda é destacado:
* O tripulante não realizava um pouso no Aeroclube de Campina Grande há mais de 10 anos;
*A aeronave ingressou em um tráfego normal para efetuar o pouso curto na cabeceira 10 da pista de piçarra de SNKB, por ter julgado que as condições eram desfavoráveis nos últimos 300 metros (estreitamento da pista);
* Ao ingressar na perna do vento, a aeronave foi configurada para pouso com trem baixado e flapes em 45º. Na aproximação final, com uma rampa baixa foi aplicado de 26 a 28 polegadas de potencia para manter 85kt de velocidade;
*Após efetuar o toque, decidiu-se por uma arremetida no solo, pois a tripulação julgou que não haveria espaço suficiente para desaceleração e parada completa da aeronave nos 500 metros iniciais da pista. Após a arremetida no solo o trem de pouso foi recolhido e os flapes foram elevados para 25º;
* Durante a realização do segundo tráfego, com intenção de realizar outro pouso curto, não foi utilizado o check-list da aeronave para certificação da correção dos procedimentos antes do pouso. Na sequência, não houve o abaixamento do trem de pouso e foi realizado um pouso sem trem, com flapes configurados a 45º;
* Durante a Ação Inicial, foi realizado teste funcional de alarme sonoro (buzina) de aviso de trem de pouso e nenhuma discrepância foi identificada.
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