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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

A complementariedade das mídias

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publicado em 16/02/2019 às 14h39

Antes de o jornal Correio da Paraíba divulgar (como o fez na página B/6 de sua edição de 10 de fevereiro corrente) que “Jornais impressos têm maior impacto publicitário entre todos os meios de comunicação”, já havíamos lido, uma semana atrás, parte do estudo da empresa alemã Score Media a respeito deste assunto. Esse estudo tem por base uma pesquisa, chamada “Factor Print”, que auscultou 7,5 mil pessoas para avaliar, diante das evidentes mudanças de hábito “em favor do cotidiano online”, como os impressos (jornais e revistas) influenciam na memória publicitária. Claro que, mesmo com a pesquisa tendo por foco o aspecto publicitário, seus resultados abrangem a mídia impressa em sua totalidade, ou seja, também relativamente às matérias noticiosas e às opinativas. Idem em relação às estritamente sócioculturais.

Essa pesquisa aponta que os impressos seriam lidos com mais atenção, “enquanto as consultas via internet denotam uma atenção mais fugaz”. E isto nos remete a um artigo assinado pelo antropólogo Luiz Marins, que o titulou de “A uberização da informação e os protestos da imprensa taxista”, artigo este que nos foi encaminhado por um amigo que comunga da mesma ideia de Marins, segundo a qual “a imprensa tradicional envelheceu e, como as pessoas de hoje, não quer admitir que ficaram ultrapassadas”. Dissemos a esse amigo que Marins atua bem mais como palestrante motivacional e, como tal, procura mostrar-se mais moderno do que realmente é. A Marins convém, pois, mais valorizar a mídia digital, sem querer admitir – como certa vez destacou uma das diretoras da Folha de São Paulo, jornalista Maria Cristina Frias – que os meios da mídia, os modernos e os tradicionais, são complementares!

Muito mais há para dizer. Porém, para concluir, não podemos deixar de reproduzir o que o Correio da Paraíba destacou naquele informe do dia 10 de fevereiro, como trecho da declaração do diretor administrativo da
Score Media, Carsten Dorn: – “O jornal de assinatura (o impresso) em um mundo cada vez mais agitado é um oásis de calma e de desaceleração, oferecendo informação série e credível”.

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