João Pessoa, 04 de junho de 2018 | --ºC / --ºC
Dólar - Euro

O Dia Mundial Contra a Agressão Infantil é celebrado no dia 4 de junho. Mais do que um evento, a data remete à reflexão. No Brasil, a cada hora cinco crianças são vítimas de violência doméstica. É necessário debater assunto sem escandalizar.
Em entrevista a Rádio Verdade, da Arapuan FM, o coordenador estadual das Promotorias da Infância e Juventude, Alley Escorel, convocou a população para denunciar qualquer suspeita. “Não sejam cúmplices desse tipo de violência”, alertou.
Ele ressalta que, em muitos casos, a visão do adulto em relação à criança é de desprezo. Os malefícios da agressão à criança e adolescente deixam marcas para a vida inteira. “É nessa primeira infância que se constrói a personalidade e a base emocional da criança”, aponta Alley.
Escorel destaca que um simples conflito não pode ser considerado crime. É classificada agressão situações que causem lesões, ferimentos, fraturas, mordidas, queimaduras, hemorragias, escoriações, traumatismos, lacerações, arranhões, inchaços, hematomas, mutilações, desnutrição e até a morte.
A violência psicológica também é considerada crime. Agressões verbais, chantagens, regras excessivas, ameaças, humilhações, isolamento são algumas das formas de também violar a integridade da criança.
“Em algumas vezes a cicatriz perdura, em outras as violências deixam marcas na alma”, disse o coordenador.
Os conflitos entre crianças e adultos devem ser resolvidos com conversa, ou até punições que limitem o lazer do pequeno. No entanto, a agressão tem sido a medida adotada por muitos pais. Para o promotor, isso é reflexo da geração ‘fast food’. “Para essa geração, é mais fácil bater do que sentar, dialogar, castigar”, analisa.
Segundo o promotor, a situação de agressão só vai ser revertida com a sensibilidade da sociedade. “Se crianças não tiverem vozes vão continuar sofrendo dentro do próprio lar”.
MaisPB
ENTREVISTA - 11/05/2026





