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Mais 3 mulheres processam Harvey Weinstein por estupro e agressão

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publicado em 04/06/2018 às 13h00
atualizado em 04/06/2018 às 13h01

Três mulheres apresentaram nesta sexta-feira (1º) uma nova demanda civil coletiva contra o ex-produtor de Hollywood Harvey Weinstein. As acusações feitas a um tribunal de Nova York citam agressão sexual, apalpação, privação de liberdade e uma delas, estupro.

A ação contra Weinstein, Miramax, Disney e integrantes do diretório da Weinstein Company busca englobar centenas de vítimas, detalharam os escritórios de advocacia Hagens Berman e The Armenta Law Firm, que representam as mulheres.

Weinstein agredia suas vítimas sob “muitas formas: exibicionismo, apalpação, carícias, abuso, violência, privação de liberdade, tentativa de estupro e/ou estupro completo”, diz a demanda.

‘Empresa sexual de Weinstein’

Uma das autoras da ação é a atriz Melissa Thompson, que diz ter sido estuprada em 2011 em um quarto de hotel por Weinstein ao discutir com ele um projeto de marketing.

Ela afirma ter sido encaminhada aos advogados Benjamin Brafman e Alex Spiro após a explosão do escândalo envolvendo o nome do produtor, em outubro do ano passado.

A atriz disse que os advogados fizeram com que ela acreditasse que eles representavam as vítimas, e ela lhes entregou evidências visual e de áudio da suposta agressão. Depois, Thompson teria sido informada que os dois trabalhavam para Weinstein.

Por isso, a ação inclui a Brafman & Associados na lista dos escritórios participantes da “empresa sexual de Weinstein”, embora não figurem entre os querelantes.

A segunda autora da ação, Caitlin Dulany, conheceu Weinstein na Miramax em 1996. O produtor se tornou seu mentor, mas ela afirma que depois ele a agrediu sexualmente, a ameaçou e trancou-a em seu apartamento.

Weinstein fez o mesmo em sua suíte de hotel durante o festival de cinema de Cannes, de acordo com Dulany. A atriz italiana Asia Argento já acusou Weinstein de estuprá-la em Cannes em 1997.

Uma terceira demandante, a canadense Larissa Gomes, diz que se reuniu com Weinstein em 2000 para discutir oportunidades de trabalho em filmes da Miramax, e na segunda vez que se encontraram, ele a trancou em seu quarto de hotel, tentou beijá-la e tocou seus seios.

“Weinstein pode ter sido algemado por sua agressão a duas mulheres, mas trabalhamos para que a justiça seja feita às centenas de mulheres que foram exploradas para sua gratificação sexual e silenciadas por sua rede de conspiradores”, disse a advogada Elizabeth Fegan, sócia da Hagens Berman.

Essa é a terceira ação civil coletiva contra Weinstein da Hagens Berman desde o final de 2017.

O produtor de 66 anos, acusado de abuso, agressão sexual e estupro por mais de 100 mulheres, alega que todos as relações foram consensuais.

Na próxima terça (5), quando deve comparecer perante um juiz em Nova York para ouvir sua ata de acusação criminal, ele está disposto a se declarar inocente pelo estupro de uma jovem em 2013 e de sexo oral forçado com outra mulher em 2004.

France Presse

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